'Durante vários anos fugi.Sempre que parei foi apenas para descansar. E, mesmo assim, sinto-me cansado, como nunca senti. Finalmente tenho tempo para parar, para descansar, para escrever. As minhas barbas são já grisalhas, o meu corpo envelheceu. O fim está perto, sinto-o. Mais alguns anos... Encontrei um acampamento que era ocupado pelos Exércitos. Vou-me instalar aqui. Durante as minhas viagens escondi a bainha da minha espada. Assim, se alguém quiser usar a minha espada para o mal, terá de encontrar a bainha primeiro. Na minha casa ant
Ouvi vozes, e saí do meu quarto, para ver quem era. Mal pude acreditar, eram Siria e Suresu! Estavam bem, e de viva saúde. Siria empunhou o bastão da mãe, sem saber o que tinha na mão, e sem saber nada de magia, matou um homem que os tentava atacar. O melhor é que conseguiu sobreviver após soltar magia pura. É a primeira a consegui-lo. E Suresu tem já a minha espada. A partir de hoje, usarei uma outra espada que aqui encontrei. Quando os olhei, pareceu-me ver neles o reconhecimento, pareceu-me que eles sabiam já qual a sua missão. Não creio que a saibam, porém. Mas, sei eu... Serão eles quem trará paz ao mundo. Nem me atrevo a pensar no que lhes irá acontecer... Eles terão que derrotar os Três Impérios... Só assim conseguirão...'
Suresu fechou o diário de seu pai. No seu íntimo, ele sabia que não seria tão simples quanto derrotar os Impérios.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Capítulo 8 de Siria e Suresu: O diário de Ytur
Suresu Olhava o Sol, ao longe, e pensava. Tentava recordar o seu pai, saber como ele era, e tentar comparar essas memórias ao Ytur que conhecera. Tentava relembrar a imagem que tinha de Yurant e compará-la a Ytur. Não lhe parecia que fosse a mesma pessoa. Simplesmente, era impossível! O seu pai não era velho quando saíra de casa para a batalha! E, certamente que lhes teria dito imediatamente que era o pai deles!
Retirou o caderno de Ytur do bolso e abriu-o, numa página ao acaso. Lia-se 'Saí de casa. Deixei o Suresu e a Siria sozinhos, com Suel. Espero que não se portem mal. Suel adora-os, mas eles são demasiado traquinas. Tenho que dar o meu melhor nesta batalha, pois, se falhar, os Exércitos irão avançar e arrasar tudo à sua frente... E Suresu e Siria têm um destino tão conturbado... E os Exércitos sabem-no... Irão procurá-los imediatamente se falharmos. A minha mulher está ali, sentada na cama, a polir o bastão. Nunca percebi porque é que ela o está sempre a polir. Não vai matar na mesma, a não ser que use magia. Mas, ela prefere assim... Sei que Siria irá ser também ela uma grande maga. Vê-se nos olhos da pequena, que, embora seja bastante boa com a espada, é no bastão e na magia que ela irá encontrar a sua arma de eleição. Quanto a Suresu, esse irá ser como o pai: uma espada e a magia suficiente para encantar a sua lâmina. Espero poder um dia treiná-lo e entregar-lhe esta espada. Só com ela, poderá ele cumprir o seu destino...
Acabou a batalha... Ouvi as trombetas do 1º Batalhão dos Exércitos, peguei na espada, e saí para a batalha... A minha mulher morreu... Tentou defrontar o Líder do Batalhão... Sucumbiu perante a sua espada... Fui defrontá-lo, estava ele a retirar a espada do corpo ensanguentado... Enfeiticei a lâmina da espada com fogo, e parti-lhe a espada com um golpe. Outro golpe e a cabeça dele estava no chão. Mas, enquanto estava a defrontar o líder, as nossas tropas foram derrotadas... Peguei no bastão da minha mulher, e tentei fugir, antes que me apanhassem a mim e levassem a espada que o meu filho terá que usar para cumprir o seu destino... Refugiei-me na floresta, e, até agora, consegui despistá-los... Com o tempo, deixarão de me procurar... Mas, agora, penso no que acontecerá aos meus filhos... Agora que as minhas tropas foram mortas, quem ficará entre os Exércitos e os meus pequenos? Só espero que Suel ainda se lembre de como ler os sinais da Natureza e se aperceba que fomos derrotados, e que fuja com os pequenos... Também ela sabe o destino de Suresu... Em nome da Deusa, espero que consigam fugir...'
Suresu virou a página, e continuou a ler...
Retirou o caderno de Ytur do bolso e abriu-o, numa página ao acaso. Lia-se 'Saí de casa. Deixei o Suresu e a Siria sozinhos, com Suel. Espero que não se portem mal. Suel adora-os, mas eles são demasiado traquinas. Tenho que dar o meu melhor nesta batalha, pois, se falhar, os Exércitos irão avançar e arrasar tudo à sua frente... E Suresu e Siria têm um destino tão conturbado... E os Exércitos sabem-no... Irão procurá-los imediatamente se falharmos. A minha mulher está ali, sentada na cama, a polir o bastão. Nunca percebi porque é que ela o está sempre a polir. Não vai matar na mesma, a não ser que use magia. Mas, ela prefere assim... Sei que Siria irá ser também ela uma grande maga. Vê-se nos olhos da pequena, que, embora seja bastante boa com a espada, é no bastão e na magia que ela irá encontrar a sua arma de eleição. Quanto a Suresu, esse irá ser como o pai: uma espada e a magia suficiente para encantar a sua lâmina. Espero poder um dia treiná-lo e entregar-lhe esta espada. Só com ela, poderá ele cumprir o seu destino...
Acabou a batalha... Ouvi as trombetas do 1º Batalhão dos Exércitos, peguei na espada, e saí para a batalha... A minha mulher morreu... Tentou defrontar o Líder do Batalhão... Sucumbiu perante a sua espada... Fui defrontá-lo, estava ele a retirar a espada do corpo ensanguentado... Enfeiticei a lâmina da espada com fogo, e parti-lhe a espada com um golpe. Outro golpe e a cabeça dele estava no chão. Mas, enquanto estava a defrontar o líder, as nossas tropas foram derrotadas... Peguei no bastão da minha mulher, e tentei fugir, antes que me apanhassem a mim e levassem a espada que o meu filho terá que usar para cumprir o seu destino... Refugiei-me na floresta, e, até agora, consegui despistá-los... Com o tempo, deixarão de me procurar... Mas, agora, penso no que acontecerá aos meus filhos... Agora que as minhas tropas foram mortas, quem ficará entre os Exércitos e os meus pequenos? Só espero que Suel ainda se lembre de como ler os sinais da Natureza e se aperceba que fomos derrotados, e que fuja com os pequenos... Também ela sabe o destino de Suresu... Em nome da Deusa, espero que consigam fugir...'
Suresu virou a página, e continuou a ler...
Capítulo 7 de Siria e Suresu: Revelação do segredo de Ytur
Suresu acordou, e tremeu com a dor provocada pela ferida. Sentia algo a fazer força contra o seu tronco, com força suficiente apenas para não o magoar. Com um cerrar de olhos e um grunhido de dor, tentou sentar-se. Estava dentro de uma das tendas do acampamento. Siria aproximou-se dele, e ajudou-o a deitar-se de novo, tendo cuidado para não aleijar.
'Calma, Suresu, calma. Ainda estás muito magoado para te poderes levantar' disse ela, a voz num murmúrio fraco e cansado.
'O que se passou, irmã?' perguntou Suresu.
'Bem, quando saltaste, houve um soldado que te viu, e te trespassou com um dos seus sabres. Desmaiaste e ficaste lá até acabar a batalha...' respondeu Siria.
'E tu, estás bem? E o Ytur?'
'Sim, eu estou perfeitamente bem. Eles nunca conseguiram ver-me. Mas o Ytur...' disse Siria, com uma cara pesarosa, a desviar os seus olhos dos do irmão.
'O que se passou?' perguntou Suresu, alarmado.
'Bem... Ele matava qualquer um que se aproximasse... Por isso, um dos soldados atirou-lhe com uma lança. Ele desviou-se, a lança não o atingiu, mas permitiu que um dos soldados cavalgasse contra ele. O cavalo derrubou-o e atingiu-o nas costelas... Ainda não acordou, nem se mexeu... Quase o achei morto por várias vezes...' disse Siria, com as lágrimas a ameaçar aparecer.
'Oh, Siria, não te preocupes... Ele vai ficar bem. Sabes como ele é, nada o mata' disse Suresu, sentando-se e abraçando Siria.
'Eu sei, mas mesmo assim... Sinto-me tão mal, por vos ver aos dois assim...' disse Siria, as lágrimas correndo livremente.
Suresu e Siria ficaram assim, durante algum tempo, abraçados, a tentarem confortar-se mutuamente.
Nessa altura, Ytur acordou, tossindo e a fazer muito barulho. Siria levantou-se de um pulo, apressando-se a ir ao pé do velho, enquanto Suresu se levantava mais devagar.
Quando Suresu se aproximou do velho, este acalmou-se. Abriu os olhos, enormes nas suas órbitas, e fitou o jovem.
'Suresu... Siria... Meus filhos... Há tanto tempo que vos quero dizer isto... Vocês são os meus filhos... A tua espada, Suresu... Quando ta dei, não te quis dizer onde a obtive... Mas eu sempre a tive comigo...' Ytur parou de falar, e tossiu. De seguida, retirou um caderno gasto da sua túnica, e entregou-o a Suresu.
'Este é o meu diário. Aí escrevi o mais importante de tudo. Aí está explicado o porquê de não vos ter dito nada, e o que aconteceu... Vou morrer agora, vejo o Cavaleiro da Gadanha a vir-me buscar...'
'Não digas isso, pai! Ainda consegues! Tu vais sobreviver!' disse Suresu, à beira do desespero.
Ytur nada disse, e apenas fechou os olhos. Suresu e Siria abraçaram-se e choraram a morte do seu pai.
'Calma, Suresu, calma. Ainda estás muito magoado para te poderes levantar' disse ela, a voz num murmúrio fraco e cansado.
'O que se passou, irmã?' perguntou Suresu.
'Bem, quando saltaste, houve um soldado que te viu, e te trespassou com um dos seus sabres. Desmaiaste e ficaste lá até acabar a batalha...' respondeu Siria.
'E tu, estás bem? E o Ytur?'
'Sim, eu estou perfeitamente bem. Eles nunca conseguiram ver-me. Mas o Ytur...' disse Siria, com uma cara pesarosa, a desviar os seus olhos dos do irmão.
'O que se passou?' perguntou Suresu, alarmado.
'Bem... Ele matava qualquer um que se aproximasse... Por isso, um dos soldados atirou-lhe com uma lança. Ele desviou-se, a lança não o atingiu, mas permitiu que um dos soldados cavalgasse contra ele. O cavalo derrubou-o e atingiu-o nas costelas... Ainda não acordou, nem se mexeu... Quase o achei morto por várias vezes...' disse Siria, com as lágrimas a ameaçar aparecer.
'Oh, Siria, não te preocupes... Ele vai ficar bem. Sabes como ele é, nada o mata' disse Suresu, sentando-se e abraçando Siria.
'Eu sei, mas mesmo assim... Sinto-me tão mal, por vos ver aos dois assim...' disse Siria, as lágrimas correndo livremente.
Suresu e Siria ficaram assim, durante algum tempo, abraçados, a tentarem confortar-se mutuamente.
Nessa altura, Ytur acordou, tossindo e a fazer muito barulho. Siria levantou-se de um pulo, apressando-se a ir ao pé do velho, enquanto Suresu se levantava mais devagar.
Quando Suresu se aproximou do velho, este acalmou-se. Abriu os olhos, enormes nas suas órbitas, e fitou o jovem.
'Suresu... Siria... Meus filhos... Há tanto tempo que vos quero dizer isto... Vocês são os meus filhos... A tua espada, Suresu... Quando ta dei, não te quis dizer onde a obtive... Mas eu sempre a tive comigo...' Ytur parou de falar, e tossiu. De seguida, retirou um caderno gasto da sua túnica, e entregou-o a Suresu.
'Este é o meu diário. Aí escrevi o mais importante de tudo. Aí está explicado o porquê de não vos ter dito nada, e o que aconteceu... Vou morrer agora, vejo o Cavaleiro da Gadanha a vir-me buscar...'
'Não digas isso, pai! Ainda consegues! Tu vais sobreviver!' disse Suresu, à beira do desespero.
Ytur nada disse, e apenas fechou os olhos. Suresu e Siria abraçaram-se e choraram a morte do seu pai.
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Siria Suresu 7 revelação segredo Ytur
Capítulo 6 de Siria e Suresu: O ataque
Ytur e Suresu estavam a lutar. Suresu, com a espada do seu pai, Ytur com uma espada bastarda. Havia 5 meses que Suresu e Siria tinham encontrado o velho, e desde então, haviam treinado arduamente. Siria conseguia já conjurar vários feitiços, através do controle que podia exercer sobre as forças da natureza, como o magnetismo, o fogo, a água, os trovões, etc. Tinha também aprendido a usar o bastão como arma, sendo bastante boa nisso. Suresu aprendera a manejar a Katana com uma velocidade tal que por vezes era difícil ver onde estava a Katana. Segundo Ytur, isso era bastante bom, pois a melhor característica da Katana era a velocidade, e, em tendo a Katana velocidade superior à arma do adversário, era bastante difícil derrotá-la. Suresu conseguia já acordar rapidamente e aperceber-se depressa do que acontecia, ao contrário de Siria, que logo no segundo dia fora extremamente difícil de acordar, como Ytur a relembrava sempre que ela não acordava da primeira vez.
Ytur estocou para a frente, tentando trespassar Suresu, mas este desviou a bastarda de Ytur com um movimento de pulso da mão que tinha a Katana. De seguida, aproveitando o mesmo movimento, entalou a espada de Ytur no guarda mão da Katana, e com um movimento de alavanca, arrancou a espada das mãos de Ytur. Ficou um momento a olhar para o velho e embainhou a espada.
'Muito bem, Suresu. Conseguiste derrotar-me. Parabéns. Poucos o fizeram, mesmo depois de eu ganhar estes cabelos brancos. Porém, o teu treino vai continuar, e vai ser ainda mais árduo, ouviste?' disse Ytur.
'Sim. Mas o que vou aprender mais?' perguntou Suresu.
'Muitas coisas nece-'
'Soldados! Vêm aí soldados a cavalo! Cerca de vinte, com arcos, lanças e sabres!' gritou Siria, a entrar no acampamento a correr.
'O quê?' perguntou Suresu. Siria tinha estado a caçar, enquanto Suresu e Ytur lutavam.
'Depressa, temos que fugir, vêm aí soldados.
'Não, não podemos fugir. Eles vêm a cavalo, e se fugirmos, vão simplesmente atirar sobre nós até ficarem eles sem flechas, ou ficarmos nós sem vida. Temos que lutar.' Disse Suresu, olhando para Siria nos olhos.
'Muito bem falado, sim senhor. Siria, sobe para uma árvore, esconde-te e lança feitiços de lá, mas tenta direccioná-las à distância, de maneira a que os soldados não saibam onde estás. Suresu, como sabes apenas usar a Katana, esconde-te atrás de uma árvore e ataca o último soldado que entrar. Eu vou usar um arco e a minha espada bastarda.' Disse Ytur.
Suresu e Siria apressaram-se a cumprir as suas ordens, e esperaram ansiosamente que os soldados chegassem.
Vinte cavaleiros entraram na clareira, subitamente, velozmente e atroadoramente. Uma caiu imediatamente da sela, com uma flecha espetada no pescoço. Outro foi assado por uma labareda que saltou do chão. Suresu saltou para cima do último cavaleiro a entrar no acampamento, Katana desembainhada, atravessando-a no ombro do cavaleiro. Suresu caiu do cavalo juntamente com o cavaleiro, e sentiu uma espada penetrar o seu corpo de um lado ao outro. Rendendo-se à dor, fechou os olhos e tremeu com os espasmos de dor, os arrepios que lhe percorriam o corpo, originados pela ferida provocada pelo aço gelado. Assim ficou ele, deitado no chão, a sentir o frio a penetrar-lhe cada fibra do ser, e esperou a morte. Eventualmente, as trevas chegaram…
Ytur estocou para a frente, tentando trespassar Suresu, mas este desviou a bastarda de Ytur com um movimento de pulso da mão que tinha a Katana. De seguida, aproveitando o mesmo movimento, entalou a espada de Ytur no guarda mão da Katana, e com um movimento de alavanca, arrancou a espada das mãos de Ytur. Ficou um momento a olhar para o velho e embainhou a espada.
'Muito bem, Suresu. Conseguiste derrotar-me. Parabéns. Poucos o fizeram, mesmo depois de eu ganhar estes cabelos brancos. Porém, o teu treino vai continuar, e vai ser ainda mais árduo, ouviste?' disse Ytur.
'Sim. Mas o que vou aprender mais?' perguntou Suresu.
'Muitas coisas nece-'
'Soldados! Vêm aí soldados a cavalo! Cerca de vinte, com arcos, lanças e sabres!' gritou Siria, a entrar no acampamento a correr.
'O quê?' perguntou Suresu. Siria tinha estado a caçar, enquanto Suresu e Ytur lutavam.
'Depressa, temos que fugir, vêm aí soldados.
'Não, não podemos fugir. Eles vêm a cavalo, e se fugirmos, vão simplesmente atirar sobre nós até ficarem eles sem flechas, ou ficarmos nós sem vida. Temos que lutar.' Disse Suresu, olhando para Siria nos olhos.
'Muito bem falado, sim senhor. Siria, sobe para uma árvore, esconde-te e lança feitiços de lá, mas tenta direccioná-las à distância, de maneira a que os soldados não saibam onde estás. Suresu, como sabes apenas usar a Katana, esconde-te atrás de uma árvore e ataca o último soldado que entrar. Eu vou usar um arco e a minha espada bastarda.' Disse Ytur.
Suresu e Siria apressaram-se a cumprir as suas ordens, e esperaram ansiosamente que os soldados chegassem.
Vinte cavaleiros entraram na clareira, subitamente, velozmente e atroadoramente. Uma caiu imediatamente da sela, com uma flecha espetada no pescoço. Outro foi assado por uma labareda que saltou do chão. Suresu saltou para cima do último cavaleiro a entrar no acampamento, Katana desembainhada, atravessando-a no ombro do cavaleiro. Suresu caiu do cavalo juntamente com o cavaleiro, e sentiu uma espada penetrar o seu corpo de um lado ao outro. Rendendo-se à dor, fechou os olhos e tremeu com os espasmos de dor, os arrepios que lhe percorriam o corpo, originados pela ferida provocada pelo aço gelado. Assim ficou ele, deitado no chão, a sentir o frio a penetrar-lhe cada fibra do ser, e esperou a morte. Eventualmente, as trevas chegaram…
Capítulo 5 de Siria e Suresu: O árduo treino
'Acordem!' berrou Ytur.
Suresu levantou-se estremunhado e preparou-se para sacar da espada do pai, pronto a enfrentar qualquer inimigo. Siria levantou-se com a maior naturalidade, como se estivesse acordada havia horas.
'Hei, porque nos acordaste, velho?' perguntou Suresu, ainda a esfregar os olhos.
'Porque o vosso treino começa agora. Isto já é parte do teu treino. Um bom guerreiro deve acordar quando for preciso e estar preparado para tudo. Tu falhaste. É normal que isso aconteça. É, também, normal que se consiga acordar e estar pronto para lutar. Isso já é inerente ao espírito humano, e tu também conseguiste isso, no fundo. Mas, se estivesse aqui eu e um inimigo, tu não saberias qual era o inimigo. É nisso que temos que treinar. Agora, o que não é normal, e raramente é pedido, é que os guerreiros acordem e se apercebam de tudo o que está à volta deles, saber se estão no meio de um combate, ou se só ouviram os colegas a rir. E foi isto que tu, Siria, conseguiste. É muito raro alguém sem treino conseguir acordar e saber logo tudo à sua volta. Muito bem.' Explicou Ytur.
Suresu olhou para Siria com um olhar maroto, enquanto esta o desafiava com o olhar.
'Muito bem, vistam-se e preparem-se, para começarmos o treino.' Finalizou Ytur, abandonando a sala.
Enquanto se vestiam, Suresu perguntou a Siria:
'Tu já estavas acordada quando ele berrou. Por isso é que não te sobressaltaste. Não me digas que não, que eu conheço-te. Às vezes, para te acordar, era preciso uma trompa de caça e uma matilha de cães!'
'Cala-te! Não era assim tão sonolenta. Até acordava rápido.' Respondeu Siria.
Suresu lançou-lhe um olhar desconfiado, como que a perguntar se ela pensava que este não a conhecia. Siria, ao aperceber-se do olhar do irmão disse-lhe:
'Oh, cala-te... Não era assim tão difícil de acordar'
'Pois, pois... Mas estavas acordada ou não?' insistiu Suresu.
'Pronto, admito! Estava acordada!'
Suresu riu-se com gosto.
'Muito bem!' disse Ytur para os dois irmãos, quando estes já lá estavam fora. Siria com o seu bastão e Suresu com a espada do seu pai.
'Vamos começar com exercícios básicos. Hoje vamos apenas aprender a manejar as vossas armas da maneira que é necessária para usar quase todas as armas, excepto as de tiro. Hoje vai ser o único dia em que vos vou orientar aos dois em simultâneo. Nos próximos dias, vou ensinar um de vós de cada vez, enquanto o outro trabalha, ou observa apenas e aprende, também. Alguma dúvida?' disse Ytur.
'Sim, velho. Dizes que vamos trabalhar. Mas a fazer o quê?' perguntou Suresu.
'Primeiro, não me chames velho. Chama-me mestre ou Ytur, apenas. Segundo, os trabalhos que vais fazer, ou serão para nos trazer comida, como caçar e pescar, ou para desenvolver as tuas aptidões pessoais, como subir às árvores, correr a corta mato e etc.'
'Estou a perceber, mestre.' Disse Suresu.
'Óptimo. Vamos começar. Estiquem os vossos braços à vossa frente. Agarrem as armas com as duas mãos, isso mesmo. Agora, levantem-nas até estarem acima do nível das vossas cabeças, e tragam-nas abaixo, de maneira a ficarem paralelas ao chão. Os braços sempre esticados. Siria, tens de ter cuidado, não te podes atingir a ti própria com o bastão. Se calhar é melhor colocares o corpo de perfil. Tenta. Isso mesmo, assim está bem. Devagar, agora, façam os dois. Suresu, menos brusquidão, mais força aplicada. Isso. Não se esqueçam, quando estiverem a baixar a arma, dêm um passo em frente, para aplicar mais força. Agora, treinem isso durante duas horas, progressivamente mais rápido.' Disse Ytur.
Suresu e Siria treinaram durante as duas horas. No final, os dois irmãos estavam suados e cansados, mas havia-se notado várias melhorias. Olharam um para o outro e, sem saberem como, aperceberam-se que estavam a treinar para derrotar quem quer que tivesse morto os seus pais.
Suresu levantou-se estremunhado e preparou-se para sacar da espada do pai, pronto a enfrentar qualquer inimigo. Siria levantou-se com a maior naturalidade, como se estivesse acordada havia horas.
'Hei, porque nos acordaste, velho?' perguntou Suresu, ainda a esfregar os olhos.
'Porque o vosso treino começa agora. Isto já é parte do teu treino. Um bom guerreiro deve acordar quando for preciso e estar preparado para tudo. Tu falhaste. É normal que isso aconteça. É, também, normal que se consiga acordar e estar pronto para lutar. Isso já é inerente ao espírito humano, e tu também conseguiste isso, no fundo. Mas, se estivesse aqui eu e um inimigo, tu não saberias qual era o inimigo. É nisso que temos que treinar. Agora, o que não é normal, e raramente é pedido, é que os guerreiros acordem e se apercebam de tudo o que está à volta deles, saber se estão no meio de um combate, ou se só ouviram os colegas a rir. E foi isto que tu, Siria, conseguiste. É muito raro alguém sem treino conseguir acordar e saber logo tudo à sua volta. Muito bem.' Explicou Ytur.
Suresu olhou para Siria com um olhar maroto, enquanto esta o desafiava com o olhar.
'Muito bem, vistam-se e preparem-se, para começarmos o treino.' Finalizou Ytur, abandonando a sala.
Enquanto se vestiam, Suresu perguntou a Siria:
'Tu já estavas acordada quando ele berrou. Por isso é que não te sobressaltaste. Não me digas que não, que eu conheço-te. Às vezes, para te acordar, era preciso uma trompa de caça e uma matilha de cães!'
'Cala-te! Não era assim tão sonolenta. Até acordava rápido.' Respondeu Siria.
Suresu lançou-lhe um olhar desconfiado, como que a perguntar se ela pensava que este não a conhecia. Siria, ao aperceber-se do olhar do irmão disse-lhe:
'Oh, cala-te... Não era assim tão difícil de acordar'
'Pois, pois... Mas estavas acordada ou não?' insistiu Suresu.
'Pronto, admito! Estava acordada!'
Suresu riu-se com gosto.
'Muito bem!' disse Ytur para os dois irmãos, quando estes já lá estavam fora. Siria com o seu bastão e Suresu com a espada do seu pai.
'Vamos começar com exercícios básicos. Hoje vamos apenas aprender a manejar as vossas armas da maneira que é necessária para usar quase todas as armas, excepto as de tiro. Hoje vai ser o único dia em que vos vou orientar aos dois em simultâneo. Nos próximos dias, vou ensinar um de vós de cada vez, enquanto o outro trabalha, ou observa apenas e aprende, também. Alguma dúvida?' disse Ytur.
'Sim, velho. Dizes que vamos trabalhar. Mas a fazer o quê?' perguntou Suresu.
'Primeiro, não me chames velho. Chama-me mestre ou Ytur, apenas. Segundo, os trabalhos que vais fazer, ou serão para nos trazer comida, como caçar e pescar, ou para desenvolver as tuas aptidões pessoais, como subir às árvores, correr a corta mato e etc.'
'Estou a perceber, mestre.' Disse Suresu.
'Óptimo. Vamos começar. Estiquem os vossos braços à vossa frente. Agarrem as armas com as duas mãos, isso mesmo. Agora, levantem-nas até estarem acima do nível das vossas cabeças, e tragam-nas abaixo, de maneira a ficarem paralelas ao chão. Os braços sempre esticados. Siria, tens de ter cuidado, não te podes atingir a ti própria com o bastão. Se calhar é melhor colocares o corpo de perfil. Tenta. Isso mesmo, assim está bem. Devagar, agora, façam os dois. Suresu, menos brusquidão, mais força aplicada. Isso. Não se esqueçam, quando estiverem a baixar a arma, dêm um passo em frente, para aplicar mais força. Agora, treinem isso durante duas horas, progressivamente mais rápido.' Disse Ytur.
Suresu e Siria treinaram durante as duas horas. No final, os dois irmãos estavam suados e cansados, mas havia-se notado várias melhorias. Olharam um para o outro e, sem saberem como, aperceberam-se que estavam a treinar para derrotar quem quer que tivesse morto os seus pais.
Capítulo 4 de Siria e Suresu: Revelações e ensinamentos de um velho mestre
'Unk sin yant, oiri unkurnt tririant, skio bluq duncen io Ingrat cot irua.' Leu Suresu na lâmina da espada.
'Esta grande espada, forjada debaixo da Terra, só um descendente com o Sangue dos Ingrat a pode usar'. Traduziu Siria inconscientemente.
'Siria... Esta Katana não é igual à do pai. Esta katana é a Katana do pai.' Disse Suresu algo embasbacado e relutantemente.
'Pois bem, estão certos. Essa espada pertenceu ao vosso pai Yurant.' Disse Ytur.
Suresu aproximou-se de Ytur e, apontando-lhe a espada perguntou-lhe 'O que fazes tu com a espada do meu pai?! Onde a arranjaste?! Como é que tu apanhaste a espada do meu pai?!'
'Muito bem, pequeno, tens cinco segundos para tirares daí essa espada. Não vou tolerar que o meu pupilo me aponte a espada senão quando estivermos em treino.' Disse Ytur 'Só depois de tirares esta aspada daqui é que te vou responder. E para a próxima tiro-te a espada das mãos e ponho-te a dormir durante uma semana.'
'Então, se só lhe posso apontar a espada durante um duelo, então, vamos a um.' Disse Suresu 'Saque a sua espada.'
'Ohohohoh. De certeza que queres fazer isso?' riu o velho.
'Quero, pois. Despache-se'
'Não preciso de espada para te derrotar, jovem.' Respondeu Ytur 'Vem.'
Suresu carregou contra o velho, com a espada à sua frente. Quando estava prestes a atingir o velho, este saltou, e Suresu desequilibrou-se.
'Vês como é tão fácil?' perguntou Ytur a Suresu.
Suresu olhou para trás e num rápido movimento de braço, fez um corte amplo, mas Ytur parou a espada com dois dedos.
'Não, Siria! Nunca vais conseguir atingir-me com um feitiço!' gritou Ytur para Síria que estava a tentar libertar mais magia 'Sempre que um mago solta magia sem controlo e o alvo dessa magia a bloqueie, aquele que a lançou morre! Se tu soltares magia, eu vou ter que a bloquear, para que nem eu nem o teu irmão tenhamos que morrer, mas, ao bloqueá-la, estou a matar-te.'
Siria fez uma careta de dúvida, mas tentou refrear a magia que já pululava dentro de si.
Ytur pegou na espada de Suresu com as duas mãos e, com grande facilidade, tirou-a da mão de Suresu, lançando-a para trás, tendo morto um rato que subia uma árvore.
'Muito bem, o treino acabou, pupilo. Recolhe a tua espada e prepara-te para me ouvires.' Disse Ytur.
Suresu, de mau grado, assim fez, deslocando-se depois para o lado da sua irmã.
'Muito bem, assim está melhor. A maneira como adquiri a espada, não a vou dizer, mas posso afirmar que foi muito difícil e que foi isso que me provocou quase todos os meus cabelos brancos.'
'Mas como conhecias tu os nossos pais?'perguntou Suresu.
'Não te vou dizer isso. Pela última vez, não me faças mais essa pergunta. Não te vou responder. Agora, acho que temos tempo para algum treino.'
'Não dá tempo, já. Vai esfriar não tarda nada, e creio que tu irás ficar doente, velho' disse Suresu.
'Como podes ver que vai esfriar? A mim a temperatura parece-me igual à de duas horas.' Disse Ytur.
'Acredita, velho, eu e a minha irmã vagueámos durante cinco anos. Estamos habituados a ler isto no tempo. Certo, Siria?'
'Assim é, irmão.' Replicou Siria.
'Muito bem, então. Jantemos, e vamos dormir. Amanhã o vosso treino começa.' Disse Ytur.
Nessa noite, Suresu deitou-se com a espada do pai na mão. Tinha encontrado uma boa bainha para ela, de modo que não havia perigo de se cortar. Agarrar a espada do pai e saber que só ele e a sua irmã a podiam usar faziam-no sentir-se mais seguro. Mas, ao fechar os olhos, Suresu não conseguia evitar sentir-se preocupado com algo...
A muitos quilómetros dali...
'Mestre, não encontrámos os garotos' disse uma figura encapuzada para um homem que se mantinha nas trevas.
'Seu inútil' disse o homem com uma voz fria 'É isso tudo o que tens para mim?'
'Sim mestre. Desculpe-me.'
'Morre' disse o homem, sacando de um punhal e espetando-o no abdómen do servo.
'Esta grande espada, forjada debaixo da Terra, só um descendente com o Sangue dos Ingrat a pode usar'. Traduziu Siria inconscientemente.
'Siria... Esta Katana não é igual à do pai. Esta katana é a Katana do pai.' Disse Suresu algo embasbacado e relutantemente.
'Pois bem, estão certos. Essa espada pertenceu ao vosso pai Yurant.' Disse Ytur.
Suresu aproximou-se de Ytur e, apontando-lhe a espada perguntou-lhe 'O que fazes tu com a espada do meu pai?! Onde a arranjaste?! Como é que tu apanhaste a espada do meu pai?!'
'Muito bem, pequeno, tens cinco segundos para tirares daí essa espada. Não vou tolerar que o meu pupilo me aponte a espada senão quando estivermos em treino.' Disse Ytur 'Só depois de tirares esta aspada daqui é que te vou responder. E para a próxima tiro-te a espada das mãos e ponho-te a dormir durante uma semana.'
'Então, se só lhe posso apontar a espada durante um duelo, então, vamos a um.' Disse Suresu 'Saque a sua espada.'
'Ohohohoh. De certeza que queres fazer isso?' riu o velho.
'Quero, pois. Despache-se'
'Não preciso de espada para te derrotar, jovem.' Respondeu Ytur 'Vem.'
Suresu carregou contra o velho, com a espada à sua frente. Quando estava prestes a atingir o velho, este saltou, e Suresu desequilibrou-se.
'Vês como é tão fácil?' perguntou Ytur a Suresu.
Suresu olhou para trás e num rápido movimento de braço, fez um corte amplo, mas Ytur parou a espada com dois dedos.
'Não, Siria! Nunca vais conseguir atingir-me com um feitiço!' gritou Ytur para Síria que estava a tentar libertar mais magia 'Sempre que um mago solta magia sem controlo e o alvo dessa magia a bloqueie, aquele que a lançou morre! Se tu soltares magia, eu vou ter que a bloquear, para que nem eu nem o teu irmão tenhamos que morrer, mas, ao bloqueá-la, estou a matar-te.'
Siria fez uma careta de dúvida, mas tentou refrear a magia que já pululava dentro de si.
Ytur pegou na espada de Suresu com as duas mãos e, com grande facilidade, tirou-a da mão de Suresu, lançando-a para trás, tendo morto um rato que subia uma árvore.
'Muito bem, o treino acabou, pupilo. Recolhe a tua espada e prepara-te para me ouvires.' Disse Ytur.
Suresu, de mau grado, assim fez, deslocando-se depois para o lado da sua irmã.
'Muito bem, assim está melhor. A maneira como adquiri a espada, não a vou dizer, mas posso afirmar que foi muito difícil e que foi isso que me provocou quase todos os meus cabelos brancos.'
'Mas como conhecias tu os nossos pais?'perguntou Suresu.
'Não te vou dizer isso. Pela última vez, não me faças mais essa pergunta. Não te vou responder. Agora, acho que temos tempo para algum treino.'
'Não dá tempo, já. Vai esfriar não tarda nada, e creio que tu irás ficar doente, velho' disse Suresu.
'Como podes ver que vai esfriar? A mim a temperatura parece-me igual à de duas horas.' Disse Ytur.
'Acredita, velho, eu e a minha irmã vagueámos durante cinco anos. Estamos habituados a ler isto no tempo. Certo, Siria?'
'Assim é, irmão.' Replicou Siria.
'Muito bem, então. Jantemos, e vamos dormir. Amanhã o vosso treino começa.' Disse Ytur.
Nessa noite, Suresu deitou-se com a espada do pai na mão. Tinha encontrado uma boa bainha para ela, de modo que não havia perigo de se cortar. Agarrar a espada do pai e saber que só ele e a sua irmã a podiam usar faziam-no sentir-se mais seguro. Mas, ao fechar os olhos, Suresu não conseguia evitar sentir-se preocupado com algo...
A muitos quilómetros dali...
'Mestre, não encontrámos os garotos' disse uma figura encapuzada para um homem que se mantinha nas trevas.
'Seu inútil' disse o homem com uma voz fria 'É isso tudo o que tens para mim?'
'Sim mestre. Desculpe-me.'
'Morre' disse o homem, sacando de um punhal e espetando-o no abdómen do servo.
Capítulo 3 de Siria e Suresu: A espada de Suresu
'Quem és tu, velho, para saberes o que quer que seja sobre os meus pais?' perguntou Suresu, quase colérico.
'Sou apenas um velho, quase a morrer. Sei o que aconteceu aos vossos pais desde que aconteceu, pois eu estava ao lado deles quando eles caíram.'
'Mas quem és tu?’ insistiu Suresu.
'O meu nome, poucos o conhecem, e ninguém mais o deve conhecer, antes que o meu tempo neste mundo acabe. Mas as últimas pessoas que me conheceram chamavam-me Ytur. Se assim quiseres, chama-me assim' respondeu o velho.
'Mas como sabias os nossos nomes? Mesmo que tenhas visto os nossos pais morrer, como é possível que eles te tenham dito os nossos nomes? Eras, por acaso, algum barão? E a que propósito haveriam de te dizer os nossos nomes? O que importaria?' perguntou Siria.
'Os vossos nomes, nunca os vossos pais os referiram. Mas, desde que a profecia foi dita que eu os conheço. E desde que a profecia foi dita que eu procuro por vocês, pois sinto nos meus ossos que a minha missão é ajudar-vos a cumpri-la'.
'Que profecia? De que profecia falas, velho?' perguntou Suresu.
'Se vocês não conhecem a profecia, então é porque não ainda não estão prontos para a conhecer. A profecia revela-se a quem está pronto para a conhecer e a quem está pronto para fazer uso dela. A mim foi-me revelada, e a vossa missão é-me clara, mas não vos posso dizer nada. Quando tiverem que a conhecer, conhecerão. Até lá, eu vou-vos ensinar tudo o que sei, e vou-vos preparar para quando conhecerem. Vou ensinar-te a manejar uma espada, Suresu, e a ti, Siria, vou-te ensinar a usar o bastão, tanto para invocar magia, como para te defenderes sem magia. Esse bastão é um dos melhores, por isso, acho que deves ficar com ele. Tu, Suresu, bem, essa espada parece algo... Em mau estado... Vem cá, e mostra-ma.' disse Ytur.
'Espera um bocado! Como posso saber que tu és alguém de confiança?' perguntou Suresu.
'Bem, não podes. Mas deves confiar em mim.' Asseverou Ytur.
'Se tentares alguma coisa contra mim ou contra a minha irmã, encontrarás a minha espada na tua garganta!' prometeu Suresu, aproximando-se de Ytur e entregando-lhe a espada.
'Hum...' suspirou Ytur enquanto analisava a espada enferrujada de Suresu. 'Uma claymore. Boa escolha, não muito pesada, não muito leve, com bom alcance. E este balanço... Quem fez esta espada sabia fazê-las bem.'
'Foi o meu pai que a fez para mim' disse Suresu.
'Pois... Mesmo assim, vais ter que a deitar fora. Com esta ferrugem toda, até um pau a partiria.' Disse Ytur.
'Não! Não a vou deitar fora. Não está assim tão ferrugenta. Ainda a posso usar. E, se a deitar fora, como irei lutar, se não tenho espada? Onde arranjarei uma?' perguntou Suresu.
'Bem, quanto à utilidade da tua espada, podes vê-la.' Disse Ytur, aproximando-se de uma árvore. Antes que Suresu pudesse reagir, Ytur elevou a espada e tentou cortar um dos ramos. Com um tilintar, a espada partiu-se em vários fragmentos.
'Bem, agora é que não a podes usar mesmo. Quanto à tua pergunta, eu vou-te dar uma katana, uma espada japonesa, curva, com a lâmina de um lado apenas. Uma das melhores espadas do mundo, tem um equilíbrio quase perfeito, perfura tudo, é leve o suficiente para a usares durante horas, mas pesada o suficiente para poderes dar golpes fortes. Tem uma lâmina capaz de cortar até o metal, quando em bom estado. Aliás, permite-te usar uma mão cheia de técnicas.' Disse Ytur. 'Espera um bocado que eu já ta trago'
Ytur entra numa casa, e entretanto começa a chover. Os dois irmãos não se preocupam com a chuva, estão habituados a ela. As nuvens adensam-se mais, o céu está negro. Ytur sai com um embrulho na mão e entrega-o a Suresu. Este desenrola-o e deixa cair o pano que o envolvia, revelando uma espada magnificente, com uma lâmina esbranquiçada, um punho preto.
'Suresu...' chama Siria. 'Suresu... A espada do pai... Era igual a essa'
'Sou apenas um velho, quase a morrer. Sei o que aconteceu aos vossos pais desde que aconteceu, pois eu estava ao lado deles quando eles caíram.'
'Mas quem és tu?’ insistiu Suresu.
'O meu nome, poucos o conhecem, e ninguém mais o deve conhecer, antes que o meu tempo neste mundo acabe. Mas as últimas pessoas que me conheceram chamavam-me Ytur. Se assim quiseres, chama-me assim' respondeu o velho.
'Mas como sabias os nossos nomes? Mesmo que tenhas visto os nossos pais morrer, como é possível que eles te tenham dito os nossos nomes? Eras, por acaso, algum barão? E a que propósito haveriam de te dizer os nossos nomes? O que importaria?' perguntou Siria.
'Os vossos nomes, nunca os vossos pais os referiram. Mas, desde que a profecia foi dita que eu os conheço. E desde que a profecia foi dita que eu procuro por vocês, pois sinto nos meus ossos que a minha missão é ajudar-vos a cumpri-la'.
'Que profecia? De que profecia falas, velho?' perguntou Suresu.
'Se vocês não conhecem a profecia, então é porque não ainda não estão prontos para a conhecer. A profecia revela-se a quem está pronto para a conhecer e a quem está pronto para fazer uso dela. A mim foi-me revelada, e a vossa missão é-me clara, mas não vos posso dizer nada. Quando tiverem que a conhecer, conhecerão. Até lá, eu vou-vos ensinar tudo o que sei, e vou-vos preparar para quando conhecerem. Vou ensinar-te a manejar uma espada, Suresu, e a ti, Siria, vou-te ensinar a usar o bastão, tanto para invocar magia, como para te defenderes sem magia. Esse bastão é um dos melhores, por isso, acho que deves ficar com ele. Tu, Suresu, bem, essa espada parece algo... Em mau estado... Vem cá, e mostra-ma.' disse Ytur.
'Espera um bocado! Como posso saber que tu és alguém de confiança?' perguntou Suresu.
'Bem, não podes. Mas deves confiar em mim.' Asseverou Ytur.
'Se tentares alguma coisa contra mim ou contra a minha irmã, encontrarás a minha espada na tua garganta!' prometeu Suresu, aproximando-se de Ytur e entregando-lhe a espada.
'Hum...' suspirou Ytur enquanto analisava a espada enferrujada de Suresu. 'Uma claymore. Boa escolha, não muito pesada, não muito leve, com bom alcance. E este balanço... Quem fez esta espada sabia fazê-las bem.'
'Foi o meu pai que a fez para mim' disse Suresu.
'Pois... Mesmo assim, vais ter que a deitar fora. Com esta ferrugem toda, até um pau a partiria.' Disse Ytur.
'Não! Não a vou deitar fora. Não está assim tão ferrugenta. Ainda a posso usar. E, se a deitar fora, como irei lutar, se não tenho espada? Onde arranjarei uma?' perguntou Suresu.
'Bem, quanto à utilidade da tua espada, podes vê-la.' Disse Ytur, aproximando-se de uma árvore. Antes que Suresu pudesse reagir, Ytur elevou a espada e tentou cortar um dos ramos. Com um tilintar, a espada partiu-se em vários fragmentos.
'Bem, agora é que não a podes usar mesmo. Quanto à tua pergunta, eu vou-te dar uma katana, uma espada japonesa, curva, com a lâmina de um lado apenas. Uma das melhores espadas do mundo, tem um equilíbrio quase perfeito, perfura tudo, é leve o suficiente para a usares durante horas, mas pesada o suficiente para poderes dar golpes fortes. Tem uma lâmina capaz de cortar até o metal, quando em bom estado. Aliás, permite-te usar uma mão cheia de técnicas.' Disse Ytur. 'Espera um bocado que eu já ta trago'
Ytur entra numa casa, e entretanto começa a chover. Os dois irmãos não se preocupam com a chuva, estão habituados a ela. As nuvens adensam-se mais, o céu está negro. Ytur sai com um embrulho na mão e entrega-o a Suresu. Este desenrola-o e deixa cair o pano que o envolvia, revelando uma espada magnificente, com uma lâmina esbranquiçada, um punho preto.
'Suresu...' chama Siria. 'Suresu... A espada do pai... Era igual a essa'
Capítulo 2 de Siria e Suresu: Mais memórias
Suresu e Siria acordaram na manhã seguinte, e, ouvindo os cães a ladrar atrás deles, começaram de novo a correr. Quando deixaram de ouvir os cães, pararam, colheram alguma fruta que havia no caminho e comeram com gosto.
'E agora? Como iremos fugir deles e sobreviver sem os pais e Suel?' perguntou Siria.
'Perguntas bem, mas não sei, irmã...' respondeu-lhe Suresu. 'Vamos embora, mas pelo mato, para lhes ser mais difícil perseguirem-nos'
Suresu e Siria entraram na floresta abriram caminho através dela, Suresu à frente, a desbravar o mato e Siria atrás a tentar ocultar a sua passagem.
Durante vários meses vaguearam eles, sempre no meio do mato, o que os manteve saudáveis e fortes. Quando não ouviam mais os cães, Suresu tinha já 19 anos e era um homem feito, forte mas pouco musculado, com cabelos negros lisos e ligeiramente longos, sem barba, e de feições inexpressivas. Siria tinha 14 anos, já se notava a esbelta mulher que iria ser. Usava um vestido de peça única que lhe ia desde os ombros até aos calcanhares, sem contudo roçar o chão. O seu cabelo chegava-lhe ao fim do vestido e era de um lilás claro muito belo.
Nessa altura, Suresu e Siria decidiram aventurar-se numa aldeia que conheciam apenas de vista. Quando avistaram a aldeia, aperceberam-se que saía muito fumo de lá. Cuidadosamente aproximaram-se da aldeia, Suresu com a sua espada de ferro já meio enferrujada e Siria com dois bocados de pau, pois as espadas de madeira tinham apodrecido. Quando entraram na aldeia viram que quase todos os edifícios estavam queimados e muitos produtos da aldeia espalhados pelo chão. Siria aproximou-se dum bastão de madeira branca com uma opala no topo, e dobrou-se para o apanhar.
'Tem cuidado, Siria, não te magoes' advertiu o irmão.
De repente, um bandido saiu da floresta e com uma faca na mão, carregou contra Siria. Suresu preparou a espada para atacar e correu para Siria, enquanto esta pegava no bastão. Um clarão enorme saiu do bastão e quando se dissipou, o bandido estava caído no chão, morto, e Siria olhava para o bastão, espantada.
'Venham cá, vocês os dois!' ouviu-se uma voz dizer, vinda de um edifício em ruínas, de onde espreitou uma cabeça.
Suresu e Siria aproximaram-se e viram que a cabeça pertencia a um homem idoso.
'Nunca vi ninguém usar magia sem ser ensinado e sobreviver. Se quiseres, posso-te ensinar a usar magia, a controlá-la, mas tenho que saber quem és' disse o velho.
'O meu nome é Siria, e este é o meu irmão Suresu' respondeu Siria antes que Suresu pudesse reclamar.
‘NÃO! Não pode ser... Suresu e Siria? Os irmãos cujos pais morreram na grande Batalha de Alibir? É impossível... A profecia concretizou-se...' exclamou o velho, levando os joelhos ao chão e colocando as mãos na cabeça, com uma expressão de alegria estampada no rosto.
'E agora? Como iremos fugir deles e sobreviver sem os pais e Suel?' perguntou Siria.
'Perguntas bem, mas não sei, irmã...' respondeu-lhe Suresu. 'Vamos embora, mas pelo mato, para lhes ser mais difícil perseguirem-nos'
Suresu e Siria entraram na floresta abriram caminho através dela, Suresu à frente, a desbravar o mato e Siria atrás a tentar ocultar a sua passagem.
Durante vários meses vaguearam eles, sempre no meio do mato, o que os manteve saudáveis e fortes. Quando não ouviam mais os cães, Suresu tinha já 19 anos e era um homem feito, forte mas pouco musculado, com cabelos negros lisos e ligeiramente longos, sem barba, e de feições inexpressivas. Siria tinha 14 anos, já se notava a esbelta mulher que iria ser. Usava um vestido de peça única que lhe ia desde os ombros até aos calcanhares, sem contudo roçar o chão. O seu cabelo chegava-lhe ao fim do vestido e era de um lilás claro muito belo.
Nessa altura, Suresu e Siria decidiram aventurar-se numa aldeia que conheciam apenas de vista. Quando avistaram a aldeia, aperceberam-se que saía muito fumo de lá. Cuidadosamente aproximaram-se da aldeia, Suresu com a sua espada de ferro já meio enferrujada e Siria com dois bocados de pau, pois as espadas de madeira tinham apodrecido. Quando entraram na aldeia viram que quase todos os edifícios estavam queimados e muitos produtos da aldeia espalhados pelo chão. Siria aproximou-se dum bastão de madeira branca com uma opala no topo, e dobrou-se para o apanhar.
'Tem cuidado, Siria, não te magoes' advertiu o irmão.
De repente, um bandido saiu da floresta e com uma faca na mão, carregou contra Siria. Suresu preparou a espada para atacar e correu para Siria, enquanto esta pegava no bastão. Um clarão enorme saiu do bastão e quando se dissipou, o bandido estava caído no chão, morto, e Siria olhava para o bastão, espantada.
'Venham cá, vocês os dois!' ouviu-se uma voz dizer, vinda de um edifício em ruínas, de onde espreitou uma cabeça.
Suresu e Siria aproximaram-se e viram que a cabeça pertencia a um homem idoso.
'Nunca vi ninguém usar magia sem ser ensinado e sobreviver. Se quiseres, posso-te ensinar a usar magia, a controlá-la, mas tenho que saber quem és' disse o velho.
'O meu nome é Siria, e este é o meu irmão Suresu' respondeu Siria antes que Suresu pudesse reclamar.
‘NÃO! Não pode ser... Suresu e Siria? Os irmãos cujos pais morreram na grande Batalha de Alibir? É impossível... A profecia concretizou-se...' exclamou o velho, levando os joelhos ao chão e colocando as mãos na cabeça, com uma expressão de alegria estampada no rosto.
Capítulo 1 de Siria e Suresu: Memórias
Suresu, de 10 anos, e a sua irmã, Siria, de 5, estavam a brincar aos guerreiros. Suresu, como sempre, estava na brincadeira, esquivando-se da irmã e rindo-se dela, enquanto ela lhe tentava acertar com a espada de madeira com que os seus pais a tinham presenteado. Suresu tinha uma igual, mas maior, e uma espada a sério no quarto, mas a mãe dos dois dizia que ainda era muito cedo para ele a usar, principalmente em brincadeiras.
Suresu distraiu-se, e Siria acertou-lhe nas costelas. Suresu ria-se deitado no chão por causa do golpe da irmã, e Siria ria-se por finalmente ter apanhado Suresu.
'Muito bem, filha minha, finalmente derrubaste teu irmão.' disse o pai dos dois enquanto caminhava para os dois. A seu lado, a mãe disse-lhes 'Vês, como é fácil perderes em batalha, até mesmo para uma rapariga?'
Suresu levantou-se, e aproximou-se dos pais.
'Onde vão, com as armaduras?' perguntou Siria.
'Fomos chamados para a batalha, querida’ respondeu a mãe.
'E nós? Também queremos ir' lamuriou-se Suresu.
'Não podem, agora ainda não.' Respondeu-lhes a mãe.
'Mas voltam, não voltam?' perguntou Siria
'Claro que sim. Por vocês os dois'
'Adeus, filhos. Cuidem um do outro. Não chateiem muito a vossa governanta
***
Mais tarde:
'Suresu, Siria, acordem, meus pequeninos' dizia a governanta inquieta.
'O que foi, Suel?'perguntou Siria a governanta.
'Já vos conto, mas agro temos que ir. Suresu, pega na tua espada, Siria, leva as vossas duas espadas de madeira.
'Para onde vamos? E para que é preciso a espada?' perguntou Suresu.
'Schiuu. Não falem, temos que nos despachar.'
Suresu, Siria e Suel saíram da casa dos pais de Suresu e Siria, e encaminharam-se para uma floresta que estava perto. Suel levava a espada de madeira de Suresu, Suresu carrega a sua espada de ferro, pois, dos três é quem a usa melhor. Siria levava a sua espada de madeira. Suel olhava constantemente para trás. Por fim, a meio do trilho, Suel puxou-os aos dois para uma interrupção que lá havia.
'Porque tivemos que sair de casa, Suel?' perguntou Siria.
'Os vossos pais morreram na batalha.' Disse Suel.
'O QUÊ?'clamou Suresu.
'Schiuu, ainda te ouvem' disse Suel.
PFFT!
Suel arregala os olhos, e olha para o peito. Os irmãos seguem o olhar dela e vêm uma flecha cravada no seu peito.
'Fujam... Corram... Não os deixem apanhar-vos...' disse Suel. E fechou os olhos, suspirando com o seu último sopro:
'Que a Deusa vos proteja...'
Suresu e Siria correram pela floresta fora, sempre à espera de verem inimigos surgir do nada. Ao nascer do sol caíram, exaustos, num prado, e desmaiaram, os seus corpos ignorando o que a mente lhes dizia, ignorando que podiam morrer, e dormiram...
Suresu distraiu-se, e Siria acertou-lhe nas costelas. Suresu ria-se deitado no chão por causa do golpe da irmã, e Siria ria-se por finalmente ter apanhado Suresu.
'Muito bem, filha minha, finalmente derrubaste teu irmão.' disse o pai dos dois enquanto caminhava para os dois. A seu lado, a mãe disse-lhes 'Vês, como é fácil perderes em batalha, até mesmo para uma rapariga?'
Suresu levantou-se, e aproximou-se dos pais.
'Onde vão, com as armaduras?' perguntou Siria.
'Fomos chamados para a batalha, querida’ respondeu a mãe.
'E nós? Também queremos ir' lamuriou-se Suresu.
'Não podem, agora ainda não.' Respondeu-lhes a mãe.
'Mas voltam, não voltam?' perguntou Siria
'Claro que sim. Por vocês os dois'
'Adeus, filhos. Cuidem um do outro. Não chateiem muito a vossa governanta
***
Mais tarde:
'Suresu, Siria, acordem, meus pequeninos' dizia a governanta inquieta.
'O que foi, Suel?'perguntou Siria a governanta.
'Já vos conto, mas agro temos que ir. Suresu, pega na tua espada, Siria, leva as vossas duas espadas de madeira.
'Para onde vamos? E para que é preciso a espada?' perguntou Suresu.
'Schiuu. Não falem, temos que nos despachar.'
Suresu, Siria e Suel saíram da casa dos pais de Suresu e Siria, e encaminharam-se para uma floresta que estava perto. Suel levava a espada de madeira de Suresu, Suresu carrega a sua espada de ferro, pois, dos três é quem a usa melhor. Siria levava a sua espada de madeira. Suel olhava constantemente para trás. Por fim, a meio do trilho, Suel puxou-os aos dois para uma interrupção que lá havia.
'Porque tivemos que sair de casa, Suel?' perguntou Siria.
'Os vossos pais morreram na batalha.' Disse Suel.
'O QUÊ?'clamou Suresu.
'Schiuu, ainda te ouvem' disse Suel.
PFFT!
Suel arregala os olhos, e olha para o peito. Os irmãos seguem o olhar dela e vêm uma flecha cravada no seu peito.
'Fujam... Corram... Não os deixem apanhar-vos...' disse Suel. E fechou os olhos, suspirando com o seu último sopro:
'Que a Deusa vos proteja...'
Suresu e Siria correram pela floresta fora, sempre à espera de verem inimigos surgir do nada. Ao nascer do sol caíram, exaustos, num prado, e desmaiaram, os seus corpos ignorando o que a mente lhes dizia, ignorando que podiam morrer, e dormiram...
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