É triste quando quem te deveria oferecer um porto seguro, quando aquela pessoa com quem poderias desabafar te ignora por completo, a não ser que queira falar contigo, e ainda dá uma desculpa esfarrapada, do género, tens que estudar. Logo, só fala comigo quando quer, mesmo que eu esteja a estudar.
E hoje, uma adaptaçao da musica "Dornishman's Wife" que eu adoro, e a namorada detesta. É originária da série de livros "Crónicas de gelo e fogo", pelo que se adequa a este post como uma luva.
Bem, como todos sabem gosto de Game of Thrones. Gosto mais de ler os livros, mas à falta de dinheiro para os comprar, comecei a ver a serie. E devo dizer, adoro. É algo que aconselho.
Contudo, quem vê sabe, é bom estar preparado para mortes. Muitas mortes. Mortes de personagens principais e mortes de pessoas que não conhecemos. Mas há mortes. Muitas. Mesmo muitas. E a última a que assisti foi a da Ygritte. Eu já sabia que ela ia morrer, e mesmo assim... Quando a vi neste último episódio, sabia que era o último em que ela iria entrar. Mas, quando ela tinha a seta apontada ao Jon e ele apenas sorriu, e ela começou a tremer, pensei, ainda se abraçam antes de morrer. E de repente, uma flecha nas costas. Apanhou-me de surpresa. É pena. Gostava dela, apesar de estar do lado errado. Gostava que ela se tivesse juntado ao Jon na muralha (sim, não pode haver mulheres na muralha. E depois? Não há sempre destas reviravoltas, em que de repente já é aceitável?). Mas morreu. E espero que não volte. Ou talvez espere. Seria interessante ver a reacção do Jon a matar uma Ygritte de olhos azuis.
Apenas uma coisa sei, apenas uma coisa espero desta série: morte. Se há alguma identidade que serve de morte no nosso mundo, então Game of Thrones é o sonho que ela sonha no sono.