sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Capítulo 1 de Siria e Suresu: Memórias

Suresu, de 10 anos, e a sua irmã, Siria, de 5, estavam a brincar aos guerreiros. Suresu, como sempre, estava na brincadeira, esquivando-se da irmã e rindo-se dela, enquanto ela lhe tentava acertar com a espada de madeira com que os seus pais a tinham presenteado. Suresu tinha uma igual, mas maior, e uma espada a sério no quarto, mas a mãe dos dois dizia que ainda era muito cedo para ele a usar, principalmente em brincadeiras.
Suresu distraiu-se, e Siria acertou-lhe nas costelas. Suresu ria-se deitado no chão por causa do golpe da irmã, e Siria ria-se por finalmente ter apanhado Suresu.
'Muito bem, filha minha, finalmente derrubaste teu irmão.' disse o pai dos dois enquanto caminhava para os dois. A seu lado, a mãe disse-lhes 'Vês, como é fácil perderes em batalha, até mesmo para uma rapariga?'
Suresu levantou-se, e aproximou-se dos pais.
'Onde vão, com as armaduras?' perguntou Siria.
'Fomos chamados para a batalha, querida’ respondeu a mãe.
'E nós? Também queremos ir' lamuriou-se Suresu.
'Não podem, agora ainda não.' Respondeu-lhes a mãe.
'Mas voltam, não voltam?' perguntou Siria
'Claro que sim. Por vocês os dois'
'Adeus, filhos. Cuidem um do outro. Não chateiem muito a vossa governanta

***

Mais tarde:

'Suresu, Siria, acordem, meus pequeninos' dizia a governanta inquieta.
'O que foi, Suel?'perguntou Siria a governanta.
'Já vos conto, mas agro temos que ir. Suresu, pega na tua espada, Siria, leva as vossas duas espadas de madeira.
'Para onde vamos? E para que é preciso a espada?' perguntou Suresu.
'Schiuu. Não falem, temos que nos despachar.'

Suresu, Siria e Suel saíram da casa dos pais de Suresu e Siria, e encaminharam-se para uma floresta que estava perto. Suel levava a espada de madeira de Suresu, Suresu carrega a sua espada de ferro, pois, dos três é quem a usa melhor. Siria levava a sua espada de madeira. Suel olhava constantemente para trás. Por fim, a meio do trilho, Suel puxou-os aos dois para uma interrupção que lá havia.
'Porque tivemos que sair de casa, Suel?' perguntou Siria.
'Os vossos pais morreram na batalha.' Disse Suel.
'O QUÊ?'clamou Suresu.
'Schiuu, ainda te ouvem' disse Suel.
PFFT!
Suel arregala os olhos, e olha para o peito. Os irmãos seguem o olhar dela e vêm uma flecha cravada no seu peito.
'Fujam... Corram... Não os deixem apanhar-vos...' disse Suel. E fechou os olhos, suspirando com o seu último sopro:
'Que a Deusa vos proteja...'
Suresu e Siria correram pela floresta fora, sempre à espera de verem inimigos surgir do nada. Ao nascer do sol caíram, exaustos, num prado, e desmaiaram, os seus corpos ignorando o que a mente lhes dizia, ignorando que podiam morrer, e dormiram...

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