Ytur e Suresu estavam a lutar. Suresu, com a espada do seu pai, Ytur com uma espada bastarda. Havia 5 meses que Suresu e Siria tinham encontrado o velho, e desde então, haviam treinado arduamente. Siria conseguia já conjurar vários feitiços, através do controle que podia exercer sobre as forças da natureza, como o magnetismo, o fogo, a água, os trovões, etc. Tinha também aprendido a usar o bastão como arma, sendo bastante boa nisso. Suresu aprendera a manejar a Katana com uma velocidade tal que por vezes era difícil ver onde estava a Katana. Segundo Ytur, isso era bastante bom, pois a melhor característica da Katana era a velocidade, e, em tendo a Katana velocidade superior à arma do adversário, era bastante difícil derrotá-la. Suresu conseguia já acordar rapidamente e aperceber-se depressa do que acontecia, ao contrário de Siria, que logo no segundo dia fora extremamente difícil de acordar, como Ytur a relembrava sempre que ela não acordava da primeira vez.
Ytur estocou para a frente, tentando trespassar Suresu, mas este desviou a bastarda de Ytur com um movimento de pulso da mão que tinha a Katana. De seguida, aproveitando o mesmo movimento, entalou a espada de Ytur no guarda mão da Katana, e com um movimento de alavanca, arrancou a espada das mãos de Ytur. Ficou um momento a olhar para o velho e embainhou a espada.
'Muito bem, Suresu. Conseguiste derrotar-me. Parabéns. Poucos o fizeram, mesmo depois de eu ganhar estes cabelos brancos. Porém, o teu treino vai continuar, e vai ser ainda mais árduo, ouviste?' disse Ytur.
'Sim. Mas o que vou aprender mais?' perguntou Suresu.
'Muitas coisas nece-'
'Soldados! Vêm aí soldados a cavalo! Cerca de vinte, com arcos, lanças e sabres!' gritou Siria, a entrar no acampamento a correr.
'O quê?' perguntou Suresu. Siria tinha estado a caçar, enquanto Suresu e Ytur lutavam.
'Depressa, temos que fugir, vêm aí soldados.
'Não, não podemos fugir. Eles vêm a cavalo, e se fugirmos, vão simplesmente atirar sobre nós até ficarem eles sem flechas, ou ficarmos nós sem vida. Temos que lutar.' Disse Suresu, olhando para Siria nos olhos.
'Muito bem falado, sim senhor. Siria, sobe para uma árvore, esconde-te e lança feitiços de lá, mas tenta direccioná-las à distância, de maneira a que os soldados não saibam onde estás. Suresu, como sabes apenas usar a Katana, esconde-te atrás de uma árvore e ataca o último soldado que entrar. Eu vou usar um arco e a minha espada bastarda.' Disse Ytur.
Suresu e Siria apressaram-se a cumprir as suas ordens, e esperaram ansiosamente que os soldados chegassem.
Vinte cavaleiros entraram na clareira, subitamente, velozmente e atroadoramente. Uma caiu imediatamente da sela, com uma flecha espetada no pescoço. Outro foi assado por uma labareda que saltou do chão. Suresu saltou para cima do último cavaleiro a entrar no acampamento, Katana desembainhada, atravessando-a no ombro do cavaleiro. Suresu caiu do cavalo juntamente com o cavaleiro, e sentiu uma espada penetrar o seu corpo de um lado ao outro. Rendendo-se à dor, fechou os olhos e tremeu com os espasmos de dor, os arrepios que lhe percorriam o corpo, originados pela ferida provocada pelo aço gelado. Assim ficou ele, deitado no chão, a sentir o frio a penetrar-lhe cada fibra do ser, e esperou a morte. Eventualmente, as trevas chegaram…