Hoje venho mostrar-vos uma música, assombradamente bela, e a qual aprecio muito. Hands of gold, adaptada da série As Crónicas De Gelo E Fogo, de George R. R. Martin.
Para quem leu os livros, sabe que um cantor, Symon Silvertongue, tentou chantagear o Tyrion para ter a oportunidade de tocar no casamento do Joff. Como? Criou uma música sobre o Tyrion e a Shae. Esta música, que fala de mãos de ouro (o Tyrion detinha a posição de Mão do reino), e "a woman's kiss". O Tyrion acabou por matar o cantor, e fez desaparecer o corpo. E, nos acontecimentos do último livro, quando ele está à procura de "wherever whores go", esta música assombra-o.
Encontrei esta adaptação há pouco tempo, mas desde logo gostei do tom melancólico, uma vez que a música original, que penso ter sido escrita para ser brejeira, continua a atormentar o Tyrion.
Uma última nota, um pequeno pensamento que me saltou à cabeça: tenho em crer que o anão descobriu que, mesmo que as mãos de uma mulher sejam quentes, tal não significa que o seu coração tenha algum calor. Um pequeno pensamento para o dia a dia.
Hello hello! Há imenso tempo que aqui não venho. Para celebrar a minha vinda, uma música que gosto bastante: It's the fear, dos Within Temptation (esperem lá! Alguém realmente ouve as músicas? Humm...)
Bem. Conforme diz o título, a Universidade obriga a muito. Por causa dela não tenho tido tempo de passar por aqui. Apenas hoje, me fartei e decidi vir cá fazer um update. O mestrado é, em termos de matéria mais fácil que a licenciatura. Mas, é também muito mais exigente em termos de trabalhos. Acabei há bocado um relatório de 47 págs (wow). Eu e o meu colega de grupo chegámos a um acordo: se o prof não nos der nota máxima, ou próximo, suicidamos toda a universidade de forma involuntária. Mas, por outro lado, é bom observar o trabalho final e pensar, custou, but it was f***ing worth it. Por outro lado, tenho mais seis trabalhos à minha espera (aff). Acho que vou ali atirar-me do telhado.
E o Hobbit vai acabar este ano. Pois é... E eu vou ver ao cinema *.* Os outros dois fui ver com a senhora minha namorada, mas tendo em conta que ela se decidiu a ir embora para a cidade dela, tenho que arranjar um outro grupo. Acreditem ou não, o socially awkward me já conseguiu "recrutar" dois amigos para o irem ver comigo. Mal posso esperar. O trailer dá a ideia de um filme espectacular:
Nota: ainda por cima, vou vê-lo no meu aniversário. Uma noite memorável, esperemos.
This. I want this. Someone, please, someone get me this for christmas.
Agora, falando seriamente. QUERO este livro. Os outros três livros deste autor foram espectaculares, e este, ainda para mais, incide sobre uma personagem muito curiosa, fofinha e simplesmente adorável, a Auri. Imaginem como seria uma mistura de amiga de infância com amor de irmãos, e talvez até um bocado de enamorados (sem parte física, obviamente). Têm a relação da Auri com o personagem principal dos outros dois livros. Espero que seja traduzido a tempo do Natal.
Why must I love you, when you clearly don't care? Why did I ever gave you my whole being if you always said that you would not allow me to tamper in your affairs? Why did I gave you my sky, if you just meant to throw it away? Why did I love you? Why did I love... That is the question. Why must I always fall in love for people who never cared for me? Why am I always so stupid...
Anyway. No one reads this stupid blog nowadays, so I might as well use it to let the steam off once in a while. To whomever might be reading this and did not want to read such a sad, depressing post, my apologies. Or not. Blog's mine, after all. Why should I be sorry?
E hoje... Her name is Alice. Y'know... 'Cause I'm feeling mad.
Estou a pensar escrever um livro. Aliás, já estou a pensar isso desde o oitavo ano. Wow.
Já cheguei mesmo a tentar escrever alguma coisa para um livro. Deu-me resultados patéticos. Um livro requer trabalho, e eu sou preguiçoso. Ainda assim, houve sempre uma história num recanto da minha mente, que tomou vida própria, e passa o tempo a escrever-se e a reescrever-se. Muitas das vezes que penso num tema para uma história curta (como foi o exemplo da história dos cães), encontro maneira de a inserir na narrativa. E só me falta um aspecto para poder "terminar" a história: um motivo. Ou seja, um motivo para as personagens fazerem o que fazem, um pontapé de saída. Talvez nem o precisem. Afinal de contas, os motivos farão parte da sua própria natureza. Não sei. Talvez um dia lhe pegue, e o abandone passadas semanas, por não fazer nada. Como já referi, sou preguiçoso. Não sei como fazer bons planos de fundo da história.
E a música de hoje é fornecida por Moonspell, uma grande banda portuguesa, com som espectacular.
Já o disse, e repito, este não é um blog triste, nem quero que seja. Por isso, não se assustem com o título. Foi apenas um título que me veio à cabeça (sou péssimo para isso).
E, finalmente, chegou o tempo de ir para a Universidade. Chegou o tempo de começar a estudar, e a preparar a próxima fase da minha vida. E, com esta nova etapa, chegou a chuva. Devo-vos dizer, detesto esta interposição, porque significa que tenho que conduzir com chuva, e eu detesto isso. Tenho sempre medo de fazer um pião com o carro na estrada (medo fundado, esse, tendo em conta que já por duas vezes me aconteceu. Felizmente não vinha ninguém atrás, pelo que não me aconteceu nada).
Ainda assim, foi bom voltar. Creio que o mestrado é ligeiramente mais fácil que a licenciatura, tendo em conta que não vejo quase nenhum repetente nas cadeiras de mestrado (ufa). Pode ser que consiga uma média excelente, desta forma.
Por fim, chegou a altura do desabafo (saltem isto se quiserem). Chegou a altura de vir para a universidade, mas a namorada não está cá. Por causa dela contava sempre os dias que faltavam para voltar ainda mal tinha acabado o ano. Agora, chegou o dia e mal me dei conta. Sinto a falta dela, até porque sendo eu uma pessoa com sérias dificuldades sociais, ela era a minha grande companhia. Bem, tem que ser, e é.
Tive no outro dia no jantar de aniversário de um amigo meu que insistiu em convidar mais de quarenta pessoas. Achei graça, principalmente quando apenas metade apareceu. Muitos deles são pessoas com as quais ele quase não fala, e como tal não entendo a necessidade de chamar tantos, principalmente se tivermos em conta que muitos queriam era apanhar a bebedeira. Felizmente não tive que aturar nenhum!
Este blog não tem seguido bem o caminho que eu quero. Queria que fosse mais um espaço de opinião pessoal, e não um diário. No entanto, as nossas opiniões derivam principalmente dos acontecimentos nas nossas vidas. Como tal, não vou mudar radicalmente a forma como escrevo, vou, isso sim, procurar opinar mais acerca de outros assuntos. Mais para a frente verei se consigo mudar.
Tenho mostrado o tipo de música mais suave que oiço. Hoje não. Hoje enveredarei pelos caminhos que prefiro, e melhor conheço. Hoje apresento-vos Gabrielle, dos Cradle of Filth. Procurem superar a aversão inicial que possam ter a tais músicas, e prestem atenção à letra. Eles são poetas, na sua própria maneira.
Há algum tempo que quero voltar a escrever aqui, mas nunca tenho tido tempo. Há simplesmente tanto para fazer!!
Começou há algum tempo a oitava temporada de Doctor Who, com um novo doutor. Digo-vos, fiquei triste com a partida do Matt Smith... Ele e a Clara eram um par tão engraçado... Mas, pelo que já vi do Capaldi, ele também não é mau doutor. Verei mais adiante.
Amanhã volto para a Covilhã, para tirar o mestrado. Acho que ainda não me convenci que realmente estou no mestrado... É estranho.
Por fim, um comentário acerca das colocações no ensino superior deste ano:
Não tenho nada a ver com o que cada um escolhe, nem quero interferir. Mas fiquei triste por verificar que o meu curso, que é uma engenharia, ficou quase vazio. Tivemos 10 candidatos, e apenas 2 o colocaram como primeira opção. Disseram-me que poderia ser por se encontrar no interior, ou por não ser uma universidade procurada. Coimbra tem o mesmo curso, em politécnico e só tiveram três candidatos.
Não sei se será por medo à matemática, se será porque apenas querem um curso fácil, ou porque têm ilusões acerca dos sonhos que têm. Eu gosto imenso de ver filmes e jogar jogos de pc, mas não é por isso que quero tirar cinema ou programação. Não sei. O que sei é que as engenharias são um grupo de cursos que (por enquanto) ainda dá emprego. Mas vejo cursos que já se sabe à partida que não têm emprego, cheios. Não compreendo, e não tenciono matar muito a cabeça com isso. Não vale a pena.
Uma última nota: em que estado terá um país que estar, quando se considera que concorrer a um "reality" show apresenta melhores perspectivas de vida que um curso superior? A man is unable to understand....
O vídeo de hoje pertence a um cantor que eu já não ouvia há imenso tempo: Serj Tankian. A música chama-se Gate 21. Prestem atenção à letra, é bonita.
Agora que regressei a casa posso contar-vos algumas coisas sobre a minha estadia em Évora.
O principal assunto, fiquei muito aliviado. No início do estágio não sabia o que lá ia fazer, e temi que me pusessem a fazer o trabalho mais comumente atribuído a estagiários, como por exemplo, tirar fotocópias, fazer recados, etc. Ao invés, integraram-me na secção de forma bastante satisfatória, tornando-me, inclusive, responsável pela preparação de testes de resistência sob várias condições.
Assunto secundário, adorei o trabalho. Raramente estava desocupado (detesto não ter nada que fazer), e o trabalho era todo exigente, mas não a um ponto que fosse impossível de realizar. Sim, tive que aprender (e por vezes inventar) algumas coisas, mas tudo isso faz parte da engenharia.
Os meus colegas de trabalho foram todos espectaculares, sempre a tentar integrar-me com a equipa. Se alguma vez não conseguiram, foi somente por culpa minha, que por vezes sou difícil de aproximar. Ainda assim, sempre foram simpáticos, incluiam-me nas conversas de grupo, e em piadas privadas.
Houve algumas situações menos agradáveis, como é óbvio. Contudo, tais situações não conseguiram ser suficientemente más nem frequentes para me arruinarem o gosto pelo trabalho.
No geral, foi uma experiência extremamente gratificante, e que me deixou ansioso por começar a trilhar o mercado de trabalho.
Isto é uma história que acabei de escrever. Decidi partilhar convosco, poucos que sejam, para saber as vossas opiniões. Como tal, peço que comentem. Aviso já, a história é triste. Muito triste. Espero ser capaz de vos trazer uma lágrima ao olho.
Ontem, depois do jantar fui passear. Dar uma volta pelo bairro, digerir o jantar. Vi, ao fundo da rua, duas pessoas e dois cães. Caminhavam juntos, cada um com um cão. Os cães puxavam-nos em direcções opostas, mas trilhavam o mesmo caminho. Tinham cabeças tocadas pela neve, e caminharam juntos a vida toda. Aproximei-me, e perguntei se poderia fazer festas aos cães. Deixaram-me. Primeiro o cão, enquanto o homem observava cuidadosamente. O cão assustou-se e afastou-se. A cadela arrastou a dona, ansiosa por umas carícias. Após lhe ter feito a vontade, fui-me embora.
Hoje voltei a dar uma volta. O mesmo caminho, a mesma hora. Esperei encontrar o mesmo casal. Encontrei os mesmo cães. Mas, desta vez, apenas o homem os conduzia. De quando em vez, a vadela tropeçava. Voltou a tropeçar e caiu. Não se voltou a levantar. O homem sentou-se no passeio, e colocou a cabeça entre as mãos, enquanto o seu corpo tremia violentamente. O cão sentou-se ao lado do corpo da cadela e elevou a cabeça à lua, uivando pesarosamente. Virei costas e fui-me embora. Fechei a janela do quarto, mas ainda oiço o uivar do cão, misturado com os soluços do homem.
A música de hoje é uma favorita de há imenso tempo: The death of love
E hoje, para sair do tom triste que este blog tem apresentado (já não era sem tempo), venho trazer duas boas notícias.
Em primeiro lugar, posso dizer que estou licenciado. Fui ontem saber a nota da última cadeira que faltava, e tive 10. À tangente, eu sei. Mas nesta cadeira não me posso queixar de ter passado. Basta-me isso. Não peço mais, nem tenho esse direito. Para terem um noção, conheço pessoas que já estão praticamente a concluir o mestrado, e só lhes faltava esta cadeira para fazerem a licenciatura. Por isso, dou-me por contente por a ter feito num ano, sem recorrer a batotices (como copianços, que foi assim que metade a fez).
Em segundo lugar, e a melhor notícia que tenho para dar, depois de amanhã vou para Évora! Vou para lá realizar um estágio com uma empresa da minha área, pelo que não poderia estar mais satisfeito. Mal posso esperar para saber o que vou fazer, para saber como será trabalhar na minha área. Melhor que estudar nela, e mais fácil, espero eu. De qualquer forma, vou tentar dar o meu melhor porque, apesar de ainda ir tirar mestrado, se deixar boa impressão, pode ser que, aquando a conclusão do mestrado, eles me queiram recrutar. De qualquer das formas, trata-se de uma experiência bastante importante, tratando-se do meu primeiro contacto com o mundo do trabalho. Desejem-me sorte!
Em último lugar, apenas quero fazer um pedido. Para poder saber quem são (os poucos) que seguem este blog, deixem-me um comentário. Se tiverem um blog próprio, digam, para também vos seguir a vocês.
Descobri hoje que sou parvo. Mais, sou estúpido. "Mas tu és bastante inteligente, porque é que dizes isso?" perguntam-se vocês. Bem, deixem-me contar-vos uma história.
Era uma vez um rapaz muito simpático, que por mais que quisesse, por mais quedas que isso lhe provocasse, não conseguia ser cruel com as outras pessoas, e dava sempre um bocado dele próprio aos seus amigos. Esse rapaz nunca tinha tido namorada, até à universidade. Durante dois anos, tudo correu bem, apesar de haver alguns episódios menos favoráveis, tudo funcionava. Até que começou o terceiro ano. Nesse ano, a namorada do rapaz ia acabar o seu curso, e tirar mestrado para uma universidade mais próxima da terra dela. Por algum motivo, as discussões eram mais frequentes. O stress das aulas pode ser um culpado, embora o rapaz achasse que fosse a indisponibilidade da namorada para ele, ao passo que para visualização de animes, de vídeos de k-pop e outras coisas já existia essa disponibilidade. A principal desculpa que a rapariga dava era a falta de tempo, de ter que estudar. Havia dias em que o rapaz pouco mais que um bom dia e uma boa noite recebia. Entratanto, e apesar de precisar de estudar, o rapaz, sempre que podia, trocava mensagens com a rapariga. Porque? Porque esses momentos de disponibilidade eram tão escassos que se tornavam preciosos, tal como um homem rico daria todo o seu ouro por uma garrafa de água no deserto. Entretanto chegaram as férias. Foi triste, porque o rapaz sabia que nunca voltaria a ver a namorada na universidade. De repente, a universidade perdia metade das suas cores. A única consolação dele? Saber que a namorada tinha prometido ir visitá-lo a casa no verão. Mas, no entanto, o rapaz já sabia que as promessas dela valiam pouco para a própria. Por isso, quando começou a questioná-la se já tinha começado a falar com os pais para poder ir ter com ele, as únicas respostas que obteve foi um não. Insistiu, porque sabia que nada seria feito se não insistisse. Até que um dia, silêncio. Mais silêncio. De férias. Quando ela nao deveria estar ocupada com estudos, continuava a não lhe responder. E o rapaz a precisar de estudar, mas o silêncio dava cabo da concentração. Finalmente, cedeu, e questionou-a se não merecia resposta, sendoq ue finalmente a obteve, avisando-o de que tinha assuntos a tratar.
E aí têm o motivo de eu ser parvo. Para quem não compreendeu, deixem-me explicar: ela prometeu-me vir cá, em princípio na próxima semana, contudo, ainda não fez nada para poder vir. Não me tem respondido aos sms, está sempre ausente, mesmo que não tenha nada que fazer (a não ser ver séries, escrever e ler fanfictions e mais uma data de coisas que não sei). Eu deveria estar a estudar, mas não, ainda me dou ao trabalho de tentar conversar com ela. Eu é que ainda ando atrás dela. Bem, chega. Chega. Já perdi muito tempo com conversas de sms, já deixei uma cadeira para trás por causa dela (burro, eu sei), e nem um aviso de que irá estar ocupada mereço. Bem, se ela não me pode mandar sms durante as férias, eu questiono, porque motivos deveria eu mandá-los se deveria estar a estudar? Porque motivo deveria convidá-la se ela não quer vir? Porque motivo devo perder tempo a instalar skype para falarmos, se ela nem às sms me responde? Eu devo ser um péssimo namorado para merecer isto. Bem, já desabafei, embora merecesses ouvir muito mais. Até logo.
É triste quando pedes ajuda e não ta dão. Mas pior ainda, é quando pedes companhia, e te deixam na solidão.
É triste quando quem devia estar sempre ao teu lado te larga a mão. Mas pior ainda é quando precisas de conforto, e apenas encontras a escuridão.
É triste. Quem me deveria estar sempre a acompanhar não o faz. É mais frequente a companhia de duas amigas minhas que a companhia de quem está no meu coração, e diz que estou no dela. Por algum motivo dizem, a amizade é para sempre. Amizade, não o amor. E compreendo o porque, tendo em atenção que se preocupa mais a amizade comigo, do que o amor. É triste perceber que as minhas amigas fariam mais sacrificios por mim que a minha namorada. Mas eu amo-a, ainda assim...
É triste quando quem te deveria oferecer um porto seguro, quando aquela pessoa com quem poderias desabafar te ignora por completo, a não ser que queira falar contigo, e ainda dá uma desculpa esfarrapada, do género, tens que estudar. Logo, só fala comigo quando quer, mesmo que eu esteja a estudar.
E hoje, uma adaptaçao da musica "Dornishman's Wife" que eu adoro, e a namorada detesta. É originária da série de livros "Crónicas de gelo e fogo", pelo que se adequa a este post como uma luva.
Bem, como todos sabem gosto de Game of Thrones. Gosto mais de ler os livros, mas à falta de dinheiro para os comprar, comecei a ver a serie. E devo dizer, adoro. É algo que aconselho.
Contudo, quem vê sabe, é bom estar preparado para mortes. Muitas mortes. Mortes de personagens principais e mortes de pessoas que não conhecemos. Mas há mortes. Muitas. Mesmo muitas. E a última a que assisti foi a da Ygritte. Eu já sabia que ela ia morrer, e mesmo assim... Quando a vi neste último episódio, sabia que era o último em que ela iria entrar. Mas, quando ela tinha a seta apontada ao Jon e ele apenas sorriu, e ela começou a tremer, pensei, ainda se abraçam antes de morrer. E de repente, uma flecha nas costas. Apanhou-me de surpresa. É pena. Gostava dela, apesar de estar do lado errado. Gostava que ela se tivesse juntado ao Jon na muralha (sim, não pode haver mulheres na muralha. E depois? Não há sempre destas reviravoltas, em que de repente já é aceitável?). Mas morreu. E espero que não volte. Ou talvez espere. Seria interessante ver a reacção do Jon a matar uma Ygritte de olhos azuis.
Apenas uma coisa sei, apenas uma coisa espero desta série: morte. Se há alguma identidade que serve de morte no nosso mundo, então Game of Thrones é o sonho que ela sonha no sono.
Outra vez a música, I don't care. Repetida? Não me importa.
Quando, para além de falta de vontade, há necessidade de outras coisas, não há nada que possa ser feito, a não ser esperar que volte a haver vontade, como era antes e agora é nunca. E eu espero, e volto a esperar, e desespero. E eu não quero desesperar. E um dia deixo de desesperar. Pois quem espera, desespera, e quem não espera obtém o que quer. E eu quero muitas coisas.
E hoje tive que arrumar a estante, para acomodar todos os livros novos que recebi. Foi uma alegria enorme ver novos livros na estante, mesmo que sejam em segunda mão.Quem me dera que houvesse mais dias assim... Pode ser que haja =)
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
And I thought love fueled a body as fully as hate did
And I gave up hate for love
But now my body is failing
Love hurts, does not heal
And hate no longer sustains me
A música de hoje é uma adaptação da música Requiem for a Dream. Já todos a ouvimos, embora possamos não saber de onde (foi o que aconteceu comigo). Quem procurar saberá que apareceu num filme com o mesmo nome da música. esta adaptação em particular é feita com um violino, mas com muitos tracks de som ao mesmo tempo, num estilo acapella. Apesar dde, por vezes, o violino atingir uma nota demasiado desconfortável está uma adaptação bem feita.
Bem, agora ao motivo que me trouxe até aqui: A muralha de Gelo.
Mais uma vez, Martin mostrou ser bastante capaz de criar uma história cativante que nos prende. O seu estilo único de seguir várias personagens à vez, em vez de se focar numa ou duas é bastante satisfatório. Sentimos que, em vez de um ou dois, lemos cinco livros ao mesmo tempo.
Apesar de já conhecer mais ou menos a história (vi a série), conseguiu-me suspreender à mesma.
Quanto à série (que estou a rever), mais uma vez mostrou que não se deve levar para o grande ecrã (ou nesta caso televisão) grandes livros. Está interessante, não o nego. Mas, realça muitas características que são contrárias ao que os livros mostram. E, pior que isso, altera algumas coisas no meio. Certamente, o importante está lá, mas uma série não é só o conteúdo principal. Isso é particularmente grave tendo em conta que acrescentaram cenas que não estavam nos livros. Epah, acrescentem coisas quando tiverem a certeza que está lá tudo, conforme o livro. Não dêm certas falas a personagens que não as disseram, quando a personagem que as disse está mesmo ao lado. Sei que há muitas adaptaçoes que são necessárias fazer, mas trata-se de uma série, com um tempo total de cerca de 10 horas por temporada. Não podiam chegar às 13? Sim, há limites de orçamento, mas esta é uma das séries mais aclamadas, não arranjam mais um bocado?
o importante é que os livros são bons, melhores que a série. São uma leitura que eu aconselho vivamente.
A música de hoje é trazida por um dueto... Único, digamos assim. Tenacious d: Tribute
Acabei de reler o primeiro livro das Crónicas de gelo e fogo, Guerra dos tronos. Apesar de já ter visto a série, pelo menos até à parte que já saiu, é sempre melhor ler os livros que ver os filmes (série neste caso).
Como já o tinha lido, não me trouxe grandes surpresas, no entanto, é uma leitura agradável. Apesar de ter muita conspiração, muitos planos para venenos, assassinatos, conquistas, etc, etc. É engraçado ver a diferença tão grande que há entre algumas das personagens, sendo que umas são honradas, e jogam pelas regras, e outras fazem o que podem para ganhar, e não se importam se jogam de forma honrada ou não.
Há, no entanto, uma sombra que paira sobre toda a obra, aliás, duas. Mas, pela série, ainda nem sei bem onde essas sombras vão parar. Espero para ver como acabará, mas tenho a certeza de uma coisa: irá demorar até acabar. Isto, se acabar.
E a música de hoje: This means war, de Avenged Sevenfold
E a minha tia que estava hospitalizada morreu ontem.
Não chorei, não berrei, não maldisse Deus e os seus anjos.
Apenas tentei confortar a minha mãe, tias e primas. É essa a minha forma de lidar com a dor. Aliviando a dos outros.
Houve situações que não gostei. Coisas que foram como foram e não deviam ter sido. Por respeito à minha tia não vou referir nada do que aconteceu.
Apenas houve um aspecto que me afectou. Ela estava bastante roxa. Vemos os mortos na televisão, e eles estão pálidos. Ela estava roxa. A minha prima estava roxa.
Quero também referir que houve uma pessoa que me surpreendeu, no sentido emq ue me mandou uma mensagem, oferecendo apoio, sem que eu lhe tenha dito nada. Fiquei sentido, não esperava que agisse de forma tão pronta.
Outras pessoas ofereceram a sua ajuda. Ainda hoje me ligaram a perguntar se precisava de alguma coisa.
É bom saber que já não me engano a escolher os amigos.
Today's music brought to you by: Cradle of filth
Lustmord and wargasm
Uma tempestade, tal como a minha mente neste momento
Agora, em primeiro lugar, um feedback:
Uma tia minha está hospitalizada. Nada de muito grave, creio eu. Uma bronco-pneumonia, se ouvi bem. Nada de muito grave, e ela até está a reagir muito bem.
Ainda não há três anos, morreu, vítima de uma infecção que sucedeu a um cancro, uma das filhas dessa minha tia.
Agora, o assunto que me trouxe aqui: a minha mãe foi visitar a irmã ao hospital, e esteve com a sobrinha que quis proibir as pessoas de ir visitar a mãe e (adorei esta parte) nem a vai visitar ela própria. Motivo? Porque ela está muito agitada, e quer tirar a máscara de oxigénio para falar, e os médicos desaconselharam visitas. Bem, aparentemente, essa dos médicos é mentira, nunca foi desaconselhada a visita.
E ainda teve o desplante de dizer que está a sofrer, e que o melhor é deixá-la ir. Não sei se foi bem assim que o disse, mas o que sei foi que quis desistir da minha tia.
Eu fiquei, simplesmente, abismado quando ouvi isso. Mas que raio é que ela tem na cabeça para querer desistir da mãe? Se ela ainda estivesse em sofrimento notório, se não se conseguisse mexer, se precisasse de muitos comprimidos, se claramente não tivesse condições, entendia-se... Agora, não é o caso... Tem uma certa dificuldade em deslocar-se, devido ao peso, mas nota-se que ainda quer viver! Faz filhozes no natal, ri-se, fala pelos cotovelos, quer sempre, na medida do possível, brincar com o neto, nota-se que ainda está para durar.
Outra que gostei muito de ouvir, foi a do meu primo, também ele filho dessa minha tia, que não a vai ver ao hospital... E porquê? Porque não gosta do ambiente. bem, essa é rica... Suponho que tenha sido agradável para a minha tia ir para um hospital para que ele lhe pudesse sair da barriga, mas agora ele não pode ir ao hospital... Enfim.
O que eu vos digo é o seguinte: a sorte de qualquer um deles é que eu já ouvi isto de terceiros, porque se o dissessem a minha frente...Bem, caía o Carmo e a Trindade, e se calhar ainda mais algumas coisas.
Antes de mais, aqui fica uma música. Irei fazer isso a partir de agora, publicar uma música com cada post, escrevendo todo o post ao som dessa música. Se quiserem, oiçam a música, e sintam-se mais próximos do escritor. mais que as palavras, a música é a linguagem mais abrangente, que chega a todos os lados.
A música do post de hoje chama-se Zaubererbruder, dos Asp. Não sei o que significa, nem percebo o que dizem, apenas gosto do som. Por isso, ignorema letra.
Okay, já fui ver o significado e tive preguiça de apagar oq ue está atrás. não ficava bem publicar algo que não entendo, e que poderia ser ofensivo. Mas não é.
Quanto ao motivo que me trouxe até esta página... A tragédia que ocorreu no Meco em Dezembro. Com tantas opiniões a voar de um lado para o outro, tantos gritos de raiva contra o desconhecido, senti que poderia também eu contribuir gritando para o vazio.
Lembro-me de quando ouvi esta notícia, ficar bastante preocupado com um amigo meu que está nesta altura a estudar em Lisboa, e que sei que gosta de apanhar algumas bebedeiras. Contudo, felizmente, soube que não fora ele. Agora, se eu fiquei assim, imagino quem realmente não teve a parte boa da notícia. Por isso, desde já, o meu apoio às vítimas, e, principalmente, aos familiares e amigos que, esses sim, sofrem agora com o desconhecimento do que aconteceu aos seus entes queridos.
Desde que ouvi que eles tinham desaparecido, que oiço que foi por causa da praxe. Ainda não tinham encontrado todos os corpos, já as praxes eram bombardeadas. Por muito que me entristeça o desaparecimento de tantos jovens com toda a vida pela frente, não posso concordar com estes ataques. Quem é praxado é adulto, e sabe bem que não tem que fazer nada que não queira. Na minha universidade, sempre nos disseram, desde o primeiro dia, que tínhamos direitos, e ninguém nos podia obrigar a fazer algo que não quiséssemos. Não quero com isto dizer que, se não nos apetece ficar de joelhos na terra nos possamos negar. Também faz parte fazer algo que não queremos fazer, mas que também não nos faz mal. Mas, se eu tiver um problema no joelho, e não puder ajoelhar, e o referir aos superiores, eles não me obrigam a fazê-lo, e até se passam a certificar que não faço esforços com o joelho.
Isto é boa praxe.
Agora, sei que não é assim em todo o lado.
Sei que há sítios nos quais os praxantes se aproveitam da praxe para se rirem dos alunos. Como em todos os lados, há pessoas parvas. Tive que lidar também com eles aqui. Mas, mais uma vez, há que saber dizer não. E, uma das coisas que aqui é expressamente proibida, é ser praxado (ou praxar) quando estamos sob a protecção de Baco (entenda-se, bêbado). Aconteceu-me uma vez, sair com o meu primo antes de ir para a latada e ficar meio bêbado, e quando cheguei à latada, mandaram-me embora.
Como não sei como funcionam as praxes na Lusófona, não sei se esta regra tem também efeito nessa academia. Mas se não tem, devia ter.
O que sei é que, e isto é mesmo probido por lei, não se pode consumir droga, quanto mais praxar e ser praxado com ela no corpo. E, dizem-me que não há provas disso, e eu respondo que não há muitos mais motivos para se limpar a casa de uma ponta à outra. Eu sei que é um argumento pouco convincente, mas acredito que tenha sido isso. Mesmo que fossem só bêbados, não haveria muita necessidade de limpar tudo, dado que toda a gente sabe que os estudantes bebem, e são os principais contribuintes para o desenvolvimento da indústria das bebidas alcóolicas. Por isso, digo, creio que houve substâncias ilícitas a serem lá usadas naquela casa. E provavelmente, mais coisas se passaram lá...
Ouvi também que uma praxe recorrente daquela instituição é virarem-se de costas para o mar e caminharem para trás quando erram perguntas sobre o código de praxe. Bem, essa é outra... Em primeiro lugar, se vão fazer isso, devem tirar parte do traje, ou as roupas mais pesadas caso não levem traje. Mas, neste caso, creio que levavam traje, por isso, pelo menos capas e batinas deveriam tirar. Sapatos também não combinam bem. E já agora, coletes. Era o que eu faria se me visse naquela situação. Não quero saber de códigos de praxe e de andar mal trajado, se for necessário tirar metade do traje para ficar seguro, que seja. Não vendo a minha segurança em prol de uma farda pesada, muito menos se estou numa situação em que posso ser arrastado pelo mar. Também não faria essa praxe de noite, e neste caso, a culpa é de quem praxou de noite, numa situação perigosa. Cabia-lhe a ele, como superior dos colegas, zelar pelo bem deles. E, se queria realmente avaliar os conhecimentos deles acerca do código de praxe, se os virasse contra uma parede também dava, seria o mesmo efeito.
Bem, tudo o que escrevi, foi só acerca das praxes, porque desde o início que oiço que foi isso que os levou à morte. O que escrevi foi de acordo com a preposição que realmente se encontravam em praxe. Posso muito facilmente ter-me enganado, é o mais certo. De qualquer das formas, a nata do texto, a ideia principal fica: é possível dizer não nas praxes. Ninguém obriga a fazer nada, mesmo que pareça que estão a obrigar e que não há outra hipótese, isso não é verdade. Eu criei amizades fora da praxe.
Mas, apesar disso, aconselho vivamente a participação nas praxes. Sendo elas bem feitas, são uma altura bastante divertida, e da qual se tiram óptimas recordações. Eu conheci a minha namorada durante a praxe. Conheci um dos meus melhores amigos na praxe. E, pessoalmente, nunca senti necessidade de dizer não. Até porque a pior coisa que me fizeram foi segurar uma pata de porco durante umas quantas horas. Mas, quem não se sente bem, quem não pode participar naquela brincadeira em particular, participe. Só faz bem.
E, mais uma vez, lamento o sucedido, e espero que, onde as praxes são mal praticadas, que sejam a partir de agora mais humanas
Bem, quis começar um blog novo, como um diário. Mas Reparei que tinha este ainda activo, e não faço intenções de o voltar a usar, pois história que nasce torta, nunca endireita. Poderia criar um blog novo, mas faltavam-me ideias para um título, e muito sinceramente, gosto bastante deste título. É algo que se adequa a mim, creio. Como tal, irei usar este blog de novo, mas com uma intenção diferente. Irei contar pequenas coisas que aconteceram, partilhar músicas que gosto, comentar notícias, e poderei até queixar-me um pouco (embora espere não me queixar demasiado). A quem visita o meu blog nesta altura, peço desculpa pelo ar... Bafiento, digamos assim. Quando me for possível, irei alterar a cor, o fundo, etc etc.
Cumprimentos e saudações
Filipe Dias