domingo, 26 de janeiro de 2014

Abismado

Today's music brought to you by: Cradle of filth
Lustmord and wargasm

Uma tempestade, tal como a minha mente neste momento


Agora, em primeiro lugar, um feedback:
Uma tia minha está hospitalizada. Nada de muito grave, creio eu. Uma bronco-pneumonia, se ouvi bem. Nada de muito grave, e ela até está a reagir muito bem.
Ainda não há três anos, morreu, vítima de uma infecção que sucedeu a um cancro, uma das filhas dessa minha tia.
Agora, o assunto que me trouxe aqui: a minha mãe foi visitar a irmã ao hospital, e esteve com a sobrinha que quis proibir as pessoas de ir visitar a mãe e (adorei esta parte) nem a vai visitar ela própria. Motivo? Porque ela está muito agitada, e quer tirar a máscara de oxigénio para falar, e os médicos desaconselharam visitas. Bem, aparentemente, essa dos médicos é mentira, nunca foi desaconselhada a visita.
E ainda teve o desplante de dizer que está a sofrer, e que o melhor é deixá-la ir. Não sei se foi bem assim que o disse, mas o que sei foi que quis desistir da minha tia.
Eu fiquei, simplesmente, abismado quando ouvi isso. Mas que raio é que ela tem na cabeça para querer desistir da mãe? Se ela ainda estivesse em sofrimento notório, se não se conseguisse mexer, se precisasse de muitos comprimidos, se claramente não tivesse condições, entendia-se... Agora, não é o caso... Tem uma certa dificuldade em deslocar-se, devido ao peso, mas nota-se que ainda quer viver! Faz filhozes no natal, ri-se, fala pelos cotovelos, quer sempre, na medida do possível, brincar com o neto, nota-se que ainda está para durar.
Outra que gostei muito de ouvir, foi a do meu primo, também ele filho dessa minha tia, que não a vai ver ao hospital... E porquê? Porque não gosta do ambiente. bem, essa é rica... Suponho que tenha sido agradável para a minha tia ir para um hospital para que ele lhe pudesse sair da barriga, mas agora ele não pode ir ao hospital... Enfim.
O que eu vos digo é o seguinte: a sorte de qualquer um deles é que eu já ouvi isto de terceiros, porque se o dissessem a minha frente...Bem, caía o Carmo e a Trindade, e se calhar ainda mais algumas coisas.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Meco

Antes de mais, aqui fica uma música. Irei fazer isso a partir de agora, publicar uma música com cada post, escrevendo todo o post ao som dessa música. Se quiserem, oiçam a música, e sintam-se mais próximos do escritor. mais que as palavras, a música é a linguagem mais abrangente, que chega a todos os lados.

A música do post de hoje chama-se Zaubererbruder, dos Asp. Não sei o que significa, nem percebo o que dizem, apenas gosto do som. Por isso, ignorema letra.
Okay, já fui ver o significado e tive preguiça de apagar oq ue está atrás. não ficava bem publicar algo que não entendo, e que poderia ser ofensivo. Mas não é.

Quanto ao motivo que me trouxe até esta página... A tragédia que ocorreu no Meco em Dezembro. Com tantas opiniões a voar de um lado para o outro, tantos gritos de raiva contra o desconhecido, senti que poderia também eu contribuir gritando para o vazio.
Lembro-me de quando ouvi esta notícia, ficar bastante preocupado com um amigo meu que está nesta altura a estudar em Lisboa, e que sei que gosta de apanhar algumas bebedeiras. Contudo, felizmente, soube que não fora ele. Agora, se eu fiquei assim, imagino quem realmente não teve a parte boa da notícia. Por isso, desde já, o meu apoio às vítimas, e, principalmente, aos familiares e amigos que, esses sim, sofrem agora com o desconhecimento do que aconteceu aos seus entes queridos.

Desde que ouvi que eles tinham desaparecido, que oiço que foi por causa da praxe. Ainda não tinham encontrado todos os corpos, já as praxes eram bombardeadas. Por muito que me entristeça o desaparecimento de tantos jovens com toda a vida pela frente, não posso concordar com estes ataques. Quem é praxado é adulto, e sabe bem que não tem que fazer nada que não queira. Na minha universidade, sempre nos disseram, desde o primeiro dia, que tínhamos direitos, e ninguém nos podia obrigar a fazer algo que não quiséssemos. Não quero com isto dizer que, se não nos apetece ficar de joelhos na terra nos possamos negar. Também faz parte fazer algo que não queremos fazer, mas que também não nos faz mal. Mas, se eu tiver um problema no joelho, e não puder ajoelhar, e o referir aos superiores, eles não me obrigam a fazê-lo, e até se passam a certificar que não faço esforços com o joelho.
Isto é boa praxe.
Agora, sei que não é assim em todo o lado.
Sei que há sítios nos quais os praxantes se aproveitam da praxe para se rirem dos alunos. Como em todos os lados, há pessoas parvas. Tive que lidar também com eles aqui. Mas, mais uma vez, há que saber dizer não. E, uma das coisas que aqui é expressamente proibida, é ser praxado (ou praxar) quando estamos sob a protecção de Baco (entenda-se, bêbado). Aconteceu-me uma vez, sair com o meu primo antes de ir para a latada e ficar meio bêbado, e quando cheguei à latada, mandaram-me embora.
Como não sei como funcionam as praxes na Lusófona, não sei se esta regra tem também efeito nessa academia. Mas se não tem, devia ter.
O que sei é que, e isto é mesmo probido por lei, não se pode consumir droga, quanto mais praxar e ser praxado com ela no corpo. E, dizem-me que não há provas disso, e eu respondo que não há muitos mais motivos para se limpar a casa de uma ponta à outra. Eu sei que é um argumento pouco convincente, mas acredito que tenha sido isso. Mesmo que fossem só bêbados, não haveria muita necessidade de limpar tudo, dado que toda a gente sabe que os estudantes bebem, e são os principais contribuintes para o desenvolvimento da indústria das bebidas alcóolicas. Por isso, digo, creio que houve substâncias ilícitas a serem lá usadas naquela casa. E provavelmente, mais coisas se passaram lá...
Ouvi também que uma praxe recorrente daquela instituição é virarem-se de costas para o mar e caminharem para trás quando erram perguntas sobre o código de praxe. Bem, essa é outra... Em primeiro lugar, se vão fazer isso, devem tirar parte do traje, ou as roupas mais pesadas caso não levem traje. Mas, neste caso, creio que levavam traje, por isso, pelo menos capas e batinas deveriam tirar. Sapatos também não combinam bem. E já agora, coletes. Era o que eu faria se me visse naquela situação. Não quero saber de códigos de praxe e de andar mal trajado, se for necessário tirar metade do traje para ficar seguro, que seja. Não vendo a minha segurança em prol de uma farda pesada, muito menos se estou numa situação em que posso ser arrastado pelo mar. Também não faria essa praxe de noite, e neste caso, a culpa é de quem praxou de noite, numa situação perigosa. Cabia-lhe a ele, como superior dos colegas, zelar pelo bem deles. E, se queria realmente avaliar os conhecimentos deles acerca do código de praxe, se os virasse contra uma parede também dava, seria o mesmo efeito.

Bem, tudo o que escrevi, foi só acerca das praxes, porque desde o início que oiço que foi isso que os levou à morte. O que escrevi foi de acordo com a preposição que realmente se encontravam em praxe. Posso muito facilmente ter-me enganado, é o mais certo. De qualquer das formas, a nata do texto, a ideia principal fica: é possível dizer não nas praxes. Ninguém obriga a fazer nada, mesmo que pareça que estão a obrigar e que não há outra hipótese, isso não é verdade. Eu criei amizades fora da praxe.

Mas, apesar disso, aconselho vivamente a participação nas praxes. Sendo elas bem feitas, são uma altura bastante divertida, e da qual se tiram óptimas recordações. Eu conheci a minha namorada durante a praxe. Conheci um dos meus melhores amigos na praxe. E, pessoalmente, nunca senti necessidade de dizer não. Até porque a pior coisa que me fizeram foi segurar uma pata de porco durante umas quantas horas. Mas, quem não se sente bem, quem não pode participar naquela brincadeira em particular, participe. Só faz bem.
E, mais uma vez, lamento o sucedido, e espero que, onde as praxes são mal praticadas, que sejam a partir de agora mais humanas

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Renovação

Bem, quis começar um blog novo, como um diário. Mas Reparei que tinha este ainda activo, e não faço intenções de o voltar a usar, pois história que nasce torta, nunca endireita. Poderia criar um blog novo, mas faltavam-me ideias para um título, e muito sinceramente, gosto bastante deste título. É algo que se adequa a mim, creio. Como tal, irei usar este blog de novo, mas com uma intenção diferente. Irei contar pequenas coisas que aconteceram, partilhar músicas que gosto, comentar notícias, e poderei até queixar-me um pouco (embora espere não me queixar demasiado). A quem visita o meu blog nesta altura, peço desculpa pelo ar... Bafiento, digamos assim. Quando me for possível, irei alterar a cor, o fundo, etc etc.
Cumprimentos e saudações
Filipe Dias