segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Um desabafo

E a música de hoje é fornecida por Moonspell, uma grande banda portuguesa, com som espectacular.


Já o disse, e repito, este não é um blog triste, nem quero que seja. Por isso, não se assustem com o título. Foi apenas um título que me veio à cabeça (sou péssimo para isso). 
E, finalmente, chegou o tempo de ir para a Universidade. Chegou o tempo de começar a estudar, e a preparar a próxima fase da minha vida. E, com esta nova etapa, chegou a chuva. Devo-vos dizer, detesto esta interposição, porque significa que tenho que conduzir com chuva, e eu detesto isso. Tenho sempre medo de fazer um pião com o carro na estrada (medo fundado, esse, tendo em conta que já por duas vezes me aconteceu. Felizmente não vinha ninguém atrás, pelo que não me aconteceu nada). 
Ainda assim, foi bom voltar. Creio que o mestrado é ligeiramente mais fácil que a licenciatura, tendo em conta que não vejo quase nenhum repetente nas cadeiras de mestrado (ufa). Pode ser que consiga uma média excelente, desta forma.
Por fim, chegou a altura do desabafo (saltem isto se quiserem). Chegou a altura de vir para a universidade, mas a namorada não está cá. Por causa dela contava sempre os dias que faltavam para voltar ainda mal tinha acabado o ano. Agora, chegou o dia e mal me dei conta. Sinto a falta dela, até porque sendo eu uma pessoa com sérias dificuldades sociais, ela era a minha grande companhia. Bem, tem que ser, e é.
Tive no outro dia no jantar de aniversário de um amigo meu que insistiu em convidar mais de quarenta pessoas. Achei graça, principalmente quando apenas metade apareceu. Muitos deles são pessoas com as quais ele quase não fala, e como tal não entendo a necessidade de chamar tantos, principalmente se tivermos em conta que muitos queriam era apanhar a bebedeira. Felizmente não tive que aturar nenhum!
Este blog não tem seguido bem o caminho que eu quero. Queria que fosse mais um espaço de opinião pessoal, e não um diário. No entanto, as nossas opiniões derivam principalmente dos acontecimentos nas nossas vidas. Como tal, não vou mudar radicalmente a forma como escrevo, vou, isso sim, procurar opinar mais acerca de outros assuntos. Mais para a frente verei se consigo mudar.
Onde quer que estejam, portem-se mal ;)

domingo, 14 de setembro de 2014

Um resumo


Tenho mostrado o tipo de música mais suave que oiço. Hoje não. Hoje enveredarei pelos caminhos que prefiro, e melhor conheço. Hoje apresento-vos Gabrielle, dos Cradle of Filth. Procurem superar a aversão inicial que possam ter a tais músicas, e prestem atenção à letra. Eles são poetas, na sua própria maneira.


Há algum tempo que quero voltar a escrever aqui, mas nunca tenho tido tempo. Há simplesmente tanto para fazer!!
Começou há algum tempo a oitava temporada de Doctor Who, com um novo doutor. Digo-vos, fiquei triste com a partida do Matt Smith... Ele e a Clara eram um par tão engraçado... Mas, pelo que já vi do Capaldi, ele também não é mau doutor. Verei mais adiante.
Amanhã volto para a Covilhã, para tirar o mestrado. Acho que ainda não me convenci que realmente estou no mestrado... É estranho.
Por fim, um comentário acerca das colocações no ensino superior deste ano:
Não tenho nada a ver com o que cada um escolhe, nem quero interferir. Mas fiquei triste por verificar que o meu curso, que é uma engenharia, ficou quase vazio. Tivemos 10 candidatos, e apenas 2 o colocaram como primeira opção. Disseram-me que poderia ser por se encontrar no interior, ou por não ser uma universidade procurada. Coimbra tem o mesmo curso, em politécnico e só tiveram três candidatos.
Não sei se será por medo à matemática, se será porque apenas querem um curso fácil, ou porque têm ilusões acerca dos sonhos que têm. Eu gosto imenso de ver filmes e jogar jogos de pc, mas não é por isso que quero tirar cinema ou programação. Não sei. O que sei é que as engenharias são um grupo de cursos que (por enquanto) ainda dá emprego. Mas vejo cursos que já se sabe à partida que não têm emprego, cheios. Não compreendo, e não tenciono matar muito a cabeça com isso. Não vale a pena.
Uma última nota: em que estado terá um país que estar, quando se considera que concorrer a um "reality" show apresenta melhores perspectivas de vida que um curso superior? A man is unable to understand....

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Évora - Um relato final

O vídeo de hoje pertence a um cantor que eu já não ouvia há imenso tempo: Serj Tankian. A música chama-se Gate 21. Prestem atenção à letra, é bonita.
Agora que regressei a casa posso contar-vos algumas coisas sobre a minha estadia em Évora.
O principal assunto, fiquei muito aliviado. No início do estágio não sabia o que lá ia fazer, e temi que me pusessem a fazer o trabalho mais comumente atribuído a estagiários, como por exemplo, tirar fotocópias, fazer recados, etc. Ao invés, integraram-me na secção de forma bastante satisfatória, tornando-me, inclusive, responsável pela preparação de testes de resistência sob várias condições.
Assunto secundário, adorei o trabalho. Raramente estava desocupado (detesto não ter nada que fazer), e o trabalho era todo exigente, mas não a um ponto que fosse impossível de realizar. Sim, tive que aprender (e por vezes inventar) algumas coisas, mas tudo isso faz parte da engenharia.
Os meus colegas de trabalho foram todos espectaculares, sempre a tentar integrar-me com a equipa. Se alguma vez não conseguiram, foi somente por culpa minha, que por vezes sou difícil de aproximar. Ainda assim, sempre foram simpáticos, incluiam-me nas conversas de grupo, e em piadas privadas.
Houve algumas situações menos agradáveis, como é óbvio. Contudo, tais situações não conseguiram ser suficientemente más nem frequentes para me arruinarem o gosto pelo trabalho.
No geral, foi uma experiência extremamente gratificante, e que me deixou ansioso por começar a trilhar o mercado de trabalho.