Suresu Olhava o Sol, ao longe, e pensava. Tentava recordar o seu pai, saber como ele era, e tentar comparar essas memórias ao Ytur que conhecera. Tentava relembrar a imagem que tinha de Yurant e compará-la a Ytur. Não lhe parecia que fosse a mesma pessoa. Simplesmente, era impossível! O seu pai não era velho quando saíra de casa para a batalha! E, certamente que lhes teria dito imediatamente que era o pai deles!
Retirou o caderno de Ytur do bolso e abriu-o, numa página ao acaso. Lia-se 'Saí de casa. Deixei o Suresu e a Siria sozinhos, com Suel. Espero que não se portem mal. Suel adora-os, mas eles são demasiado traquinas. Tenho que dar o meu melhor nesta batalha, pois, se falhar, os Exércitos irão avançar e arrasar tudo à sua frente... E Suresu e Siria têm um destino tão conturbado... E os Exércitos sabem-no... Irão procurá-los imediatamente se falharmos. A minha mulher está ali, sentada na cama, a polir o bastão. Nunca percebi porque é que ela o está sempre a polir. Não vai matar na mesma, a não ser que use magia. Mas, ela prefere assim... Sei que Siria irá ser também ela uma grande maga. Vê-se nos olhos da pequena, que, embora seja bastante boa com a espada, é no bastão e na magia que ela irá encontrar a sua arma de eleição. Quanto a Suresu, esse irá ser como o pai: uma espada e a magia suficiente para encantar a sua lâmina. Espero poder um dia treiná-lo e entregar-lhe esta espada. Só com ela, poderá ele cumprir o seu destino...
Acabou a batalha... Ouvi as trombetas do 1º Batalhão dos Exércitos, peguei na espada, e saí para a batalha... A minha mulher morreu... Tentou defrontar o Líder do Batalhão... Sucumbiu perante a sua espada... Fui defrontá-lo, estava ele a retirar a espada do corpo ensanguentado... Enfeiticei a lâmina da espada com fogo, e parti-lhe a espada com um golpe. Outro golpe e a cabeça dele estava no chão. Mas, enquanto estava a defrontar o líder, as nossas tropas foram derrotadas... Peguei no bastão da minha mulher, e tentei fugir, antes que me apanhassem a mim e levassem a espada que o meu filho terá que usar para cumprir o seu destino... Refugiei-me na floresta, e, até agora, consegui despistá-los... Com o tempo, deixarão de me procurar... Mas, agora, penso no que acontecerá aos meus filhos... Agora que as minhas tropas foram mortas, quem ficará entre os Exércitos e os meus pequenos? Só espero que Suel ainda se lembre de como ler os sinais da Natureza e se aperceba que fomos derrotados, e que fuja com os pequenos... Também ela sabe o destino de Suresu... Em nome da Deusa, espero que consigam fugir...'
Suresu virou a página, e continuou a ler...
Olá. Desculpa só responder agora ao teu comentário, mas raramente vejo se tenho novos comentários a poemas antigos.
ResponderEliminarA Miss Xaphania é a minha melhor amiga e antes de mesmo ver o teu comentáro ela tinha-me falado que já havias comentado o blog dela.
Obrigada pela oferta. Fico muito senssibilizada.
Os poemas que escrevo é algo que me surge naturalmente, pensando ás vezes em livros que gosto, nas pessoas de quem gosto, etc...
Não tenho muita dor dentro de mim. Tenho a dor normal de uma adolescente e algumas dores no pulso esquerdo durante as aulas de educação física (:P ). Mas além dessas, mais nenhuma (de que eu tenha conhecimento).
Obrigada pela oferta e não te preocupes com a intromissão, não faz mal.
Beijinhos e fica bem.
Ps: publiquei um poema novo, se quiseres dar uma olhada. :)
Olá!
ResponderEliminarSó li ainda um bocadinho da tua história, por causa de ter de estudar para os testes, mas quando tiver tempo, prometo que leio tudo e te dou uma opinião maior. Pelo que li até agora, pareceu-me ser bastante interessante.
Obrigada por achares o poema lindo. Fico sempre contente quando alguém gosta. :)
E muitas vezes os meus poemas têm também coisas que sinto e penso, tal como tu eu também faço isso, mas a maior parte contem sentimentos que me assomaram quando li certos livros.
Por exemplo, o poema novo em parte está ligado aquilo que senti ao ler o livro Orbias de Fábio Ventura (Não sei se já leste, eu adorei). Nas seguintes partes, eu senti-me como a própria Noemi quando ela deixa o Sebastian depois de ele lhe contar a sua história:
"Deixas-te num clamor,
Não me amas-te o suficiente
Porque me abandonas-te meu amor?
Vagueando entre o calor
Do deserto da minha mente,
A minha voz clama por ti na escuridão com fervor."
Mas nestas já pensei nas saudades que sentia da minha prima que está na Suiça e que já não vejo à muito.
"Choro a tua partida
E penso na nossa despedida.
Lembro-te com amor
E a minha mente traz-me dor."
Já nesta, lembrei-me do livro Lua Nova.
"Percorrendo as ruas,
Eu vejo as marcas das tristes pegadas
Por ti deixadas na calçada
E pela bruma não apagadas."
Quanto ao resto, não há nada a desculpar. :P
Obrigada por tudo e beijinhos :)
Podias ter extendido o capítulo mais um bocadinho xD Depois deste tempo todo de espera.
ResponderEliminarAcho que este capítulo é mais um capítulo de desenvolvimento sem muitas novidades no entanto gostei da maneira que descreveste a batalha, gostei mesmo :D
e não foi desta que descobri o segredo todo em volta de Suresu e de Siria por isso trata de publicar o outro capítulo em breve : D
Beijinhos!